UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Nas situações clínicas de depleção de volume do extracelular ou redução do volume circulante efetivo com hiposmolalidade, o rim não é capaz de produzir grande quantidade de urina diluída. Isto acontece porque:
Depleção de volume > hiposmolalidade → ADH secretado por barorreceptores, priorizando volume sobre osmolalidade.
Em estados de depleção de volume ou redução do volume circulante efetivo, a secreção de ADH é estimulada predominantemente por barorreceptores (sensores de volume), mesmo na presença de hiposmolalidade. O corpo prioriza a manutenção do volume sanguíneo sobre a osmolalidade, resultando na reabsorção de água e incapacidade de diluir a urina.
A regulação do balanço hídrico e da osmolalidade é crucial para a homeostase corporal, e o hormônio antidiurético (ADH), ou vasopressina, desempenha um papel central nesse processo. A secreção de ADH é primariamente regulada pela osmolalidade plasmática, detectada por osmorreceptores hipotalâmicos: um aumento da osmolalidade estimula o ADH, enquanto uma diminuição o inibe. No entanto, a regulação do ADH também é influenciada por sensores de volume (barorreceptores) localizados no arco aórtico, seio carotídeo e átrios. Em situações de depleção de volume do extracelular ou redução do volume circulante efetivo, esses barorreceptores são ativados, estimulando fortemente a secreção de ADH. Essa resposta barorreceptora é tão potente que pode sobrepor o estímulo osmótico. Portanto, mesmo na presença de hiposmolalidade (que normalmente inibiria o ADH), se houver depleção de volume, o ADH será secretado. Isso ocorre porque o corpo prioriza a manutenção do volume sanguíneo e da perfusão tecidual sobre a correção da osmolalidade. O ADH aumenta a permeabilidade à água nos túbulos coletores renais, resultando na reabsorção de água e na incapacidade do rim de produzir uma urina diluída, concentrando a urina para tentar preservar o volume.
A depleção de volume ativa os barorreceptores, que estimulam a secreção de ADH. Essa resposta é mais potente que a inibição osmótica, levando à reabsorção de água e concentração da urina.
Embora a hiposmolalidade normalmente iniba o ADH, em casos de depleção de volume, a necessidade de manter o volume circulante efetivo prevalece, e o ADH é secretado, resultando em urina concentrada apesar da baixa osmolalidade plasmática.
Devido à secreção de ADH estimulada pela depleção de volume, os túbulos coletores se tornam permeáveis à água, que é reabsorvida, impedindo a formação de uma urina diluída, mesmo que a osmolalidade plasmática esteja baixa.
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