CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2025
Qual o efeito prismático induzido para o paciente quando, na confecção de óculos com lente convergente de 5 D em ambos os olhos e distância interpupilar de 60 mm, os centros ópticos são montados com uma distância interpupilar de 68 mm?
Efeito prismático (Δ) = Descentração (cm) × Dioptria (D). Lente (+) descentrada para fora → Base Temporal.
A descentração de uma lente convergente em relação ao eixo visual induz um efeito prismático cuja base aponta para a parte mais espessa da lente (o centro, no caso das positivas).
A óptica oftálmica exige precisão na montagem dos óculos. Quando o centro óptico da lente não coincide com o eixo visual do paciente (pupila), ocorre a indução de um prisma. Para lentes positivas (convergentes), a base do prisma está no centro óptico. Se os centros estão mais afastados que as pupilas, o paciente olha através da porção nasal da lente, onde a 'base' (centro) está posicionada temporalmente em relação ao olho.
A fórmula é P = c x F, onde P é o poder prismático em dioptrias prismáticas (DP), c é a descentração em centímetros e F é o poder dióptrico da lente. No caso, a descentração total é 8mm (0,8cm), logo 0,4cm por olho. P = 0,4 x 5 = 2 DP por olho. Total = 4 DP.
Em lentes convergentes (+), o centro é a parte mais espessa. Se a distância dos centros (68mm) é maior que a DIP (60mm), o centro da lente está temporal ao eixo visual. Como a base do prisma em lentes (+) está no centro, a base induzida é temporal.
O paciente pode apresentar astenopia (cansaço visual), cefaleia, diplopia ou sensação de 'puxão' ocular, dependendo da magnitude do efeito prismático e da capacidade fusional do indivíduo.
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