CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Uma paciente pseudofácica apresenta melhor acuidade visual corrigida de 0,25 para longe e deseja ler textos com letra de tamanho 1M. Qual seria a adição necessária, baseado apenas na acuidade visual para longe apresentada?
Adição para 1M = Recíproca da acuidade visual decimal para longe (Kestenbaum).
A Regra de Kestenbaum utiliza a recíproca da acuidade visual de longe para estimar a dioptria necessária para leitura de textos padrão (1M).
O manejo de pacientes com baixa visão (visão subnormal) exige cálculos específicos que vão além da refração convencional. A Regra de Kestenbaum é a ferramenta diagnóstica mais rápida para determinar o poder de adição. Ela assume que, para ler o tipo 1M (tamanho de letra comum), o paciente precisa de uma magnificação que compense sua perda de resolução central. Clinicamente, após encontrar o valor pela regra (neste caso, +4,00 D para uma visão de 0,25), o oftalmologista deve testar o paciente na prática, ajustando a distância de trabalho, que será o inverso da potência (1/4 = 0,25m ou 25cm). É fundamental lembrar que quanto maior a adição, menor será a distância de leitura e o campo de visão, exigindo adaptação do paciente.
A Regra de Kestenbaum é uma fórmula clínica utilizada para estimar a potência dióptrica inicial (adição) necessária para que um paciente com baixa visão consiga ler textos em tamanho padrão (1M, equivalente ao tamanho de jornal). Ela estabelece que a adição necessária é igual ao inverso da acuidade visual para longe do paciente. Por exemplo, se a visão é 20/100 (0,20), a adição estimada seria 1/0,20 = 5,00 Dioptrias.
Para usar a Regra de Kestenbaum com acuidade visual decimal, basta dividir 1 pelo valor decimal apresentado. No caso de uma acuidade de 0,25, o cálculo é 1 / 0,25 = 4,00. Portanto, a adição necessária para ler 1M é de +4,00 Dioptrias. Se a visão estivesse em fração de Snellen (ex: 20/80), inverte-se a fração (80/20 = 4).
A pseudofacia indica que o paciente possui uma lente intraocular e não tem mais o poder de acomodação natural do cristalino. Em pacientes com visão subnormal, a necessidade de magnificação é maior do que a simples correção da presbiopia. A Regra de Kestenbaum fornece o ponto de partida para o auxílio óptico de perto, independentemente da causa da baixa visão, focando na capacidade funcional residual.
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