CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Segundo a regra de Kestembaum: A = 1/AV, em que A é a quantidade de acomodação, ou de adição, em dioptrias esféricas, necessária para uma pessoa ler optotipos 1 M; AV é a acuidade visual corrigida para longe. Considerando esse enunciado, assinale a alternativa correta, para a leitura de optotipos 1,0M, supondo que os pacientes são pseudofácicos e com olho único:
Adição para 1M (Kestenbaum) = 1 / AV (decimal). Ex: AV 0,2 → Adição +5,00D.
A Regra de Kestenbaum é uma fórmula clínica rápida para estimar a adição necessária para leitura de perto em pacientes com baixa visão, baseando-se no inverso da acuidade visual de longe.
A reabilitação de pacientes com baixa visão (visão subnormal) exige métodos para maximizar o potencial visual residual. A Regra de Kestenbaum é uma ferramenta de triagem clínica que permite ao oftalmologista prever a magnitude da magnificação necessária. O objetivo padrão é permitir a leitura de optotipos de 1M (tamanho de letra de jornais e livros comuns) a uma distância de trabalho confortável, embora distâncias menores sejam frequentemente necessárias com adições altas. É importante notar que a regra fornece uma estimativa inicial. Fatores como sensibilidade ao contraste, iluminação e o campo visual residual do paciente podem exigir ajustes na potência final. Em pacientes pseudofácicos ou afácicos, onde a acomodação é zero, a dependência da adição óptica é total. Além das lentes de adição, outros auxílios como lupas manuais, telelupas ou sistemas eletrônicos podem ser indicados baseando-se nestes cálculos dióptricos.
A Regra de Kestenbaum estabelece que a potência da adição (em dioptrias) necessária para um paciente ler textos em tamanho padrão (optotipos 1M, equivalentes ao tamanho de jornal) é igual ao inverso da sua melhor acuidade visual (AV) corrigida para longe. Por exemplo, se um paciente tem uma AV de 20/100 (que é 0,2 em decimal), a adição estimada seria 1 / 0,2 = +5,00 dioptrias. É um ponto de partida fundamental na prescrição de auxílios para visão subnormal.
A regra deve ser aplicada sobre a melhor correção para longe. Se o paciente é emétrope (ou está usando sua correção de longe) e tem AV 0,2, ele precisa de +5,00D de adição. Se o paciente for míope ou hipermetrope, primeiro neutralizamos o erro de longe e depois somamos a adição de Kestenbaum. No caso de um paciente pseudofácico (que não tem acomodação natural), a adição calculada é a lente total que ele usará para perto para atingir o objetivo de leitura.
Na alternativa A, o paciente é emétrope (não precisa de correção para longe) e tem AV 0,2. Aplicando a fórmula A = 1/AV, temos A = 1 / 0,2, o que resulta em +5,00 DE. Como ele é pseudofácico (não acomoda), ele necessita exatamente dessa correção de +5,00 para ler optotipos 1M. As outras alternativas falham nos cálculos: AV 0,05 exigiria +20,00D (1/0,05); AV 0,1 exigiria +10,00D, mas se o paciente já é hipermetrope de +4,00, a lente final para perto seria a soma da correção de longe com a adição (+14,00D).
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