SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Leia o Registro em Saúde Orientado por Problemas (ReSOAP) abaixo: S: Carla, 25 anos, G2PN1A0, idade gestacional pela DUM 23 semanas 4 dias, vem a consulta através da demanda espontânea com a seguinte contrarreferência do Candida Vargas: "gestante de risco habitual em uso de sulfato ferroso profilático 40 mg 1x ao dia, encaminho para seguimento em Unidade de Saúde da Família". Apresenta novos exames de sangue com hemoglobina 10,5 mg/dl e glicemia de jejum 91 mg/dl. O: PA 100/65 mmHg, altura uterina de 23 cm e batimentos cardiofetais de 144. A: Anemia ferropriva? pré-DMG? P: solicito cinética do ferro, prescrevo noripurum EV e prescrevo metformina. Sobre o registro acima marque a alternativa correta no que tange a técnica e/ou conduta:
Contrarreferência é dado objetivo e deve ser registrada no campo 'O' do ReSOAP, não no 'S'.
O ReSOAP organiza as informações clínicas em Subjective (queixas), Objective (dados mensuráveis e documentais), Assessment (avaliação diagnóstica) e Plan (conduta). Documentos como contrarreferências são dados objetivos e pertencem ao campo 'O'.
O Registro em Saúde Orientado por Problemas (ReSOAP) é uma ferramenta fundamental na organização do prontuário médico, promovendo clareza e objetividade na comunicação clínica. Ele se divide em Subjetivo (S), Objetivo (O), Avaliação (A) e Plano (P), cada um com informações específicas que guiam a tomada de decisão e o acompanhamento do paciente, sendo crucial para a continuidade do cuidado. O campo 'S' (Subjetivo) destina-se às queixas e à história relatada pelo paciente ou acompanhante, incluindo sintomas, histórico médico e social. O campo 'O' (Objetivo) abrange dados mensuráveis e observáveis, como sinais vitais, achados do exame físico, resultados de exames complementares e, crucialmente, documentos como contrarreferências ou laudos, que são informações objetivas e verificáveis. A correta distinção entre esses campos é vital para a qualidade do registro e para a tomada de decisão clínica. No caso da gestante, a hemoglobina de 10,5 g/dL no segundo trimestre configura anemia, e a glicemia de jejum de 91 mg/dL está dentro da normalidade para triagem de DMG, tornando a prescrição de metformina inadequada neste contexto, reforçando a importância da avaliação precisa dos dados objetivos.
O ReSOAP é estruturado em quatro seções: S (Subjetivo), que contém as queixas e história relatada pelo paciente; O (Objetivo), com dados mensuráveis como exame físico, exames laboratoriais e documentos; A (Avaliação), com a interpretação diagnóstica; e P (Plano), com a conduta terapêutica e investigativa.
Exames laboratoriais, resultados de imagem, sinais vitais e documentos como contrarreferências ou laudos devem ser registrados no campo 'O' (Objetivo) do ReSOAP, pois são dados observáveis e mensuráveis, não queixas subjetivas do paciente.
Na gestação, anemia é diagnosticada com hemoglobina <11 g/dL no 1º e 3º trimestres, e <10,5 g/dL no 2º trimestre. Para Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), a triagem inicial é com glicemia de jejum (<92 mg/dL normal; 92-125 mg/dL indica DMG; ≥126 mg/dL indica diabetes pré-existente).
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