CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
Na figura observa-se:
Regeneração aberrante do III par → Pálpebra sobe na adução ou depressão (Sinal de Pseudo-Graefe).
A regeneração aberrante ocorre após lesões compressivas ou traumáticas do III nervo, resultando em conexões motoras anômalas e movimentos sincréticos.
A regeneração aberrante do III par craniano (nervo oculomotor) é um fenômeno neuro-oftalmológico de grande importância diagnóstica. Ela se manifesta como uma sinocinesia, onde a ativação de um músculo extraocular resulta na contração involuntária de outro, devido ao 'misdirection' (direcionamento errôneo) dos axônios durante a recuperação de uma lesão. A presença de regeneração aberrante secundária (após uma paralisia aguda) obriga o clínico a investigar causas compressivas, especialmente aneurismas da artéria comunicante posterior ou tumores na base do crânio. Já a regeneração aberrante primária (sem paralisia prévia) é um sinal clássico de lesões de crescimento lento, como meningiomas do seio cavernoso.
O sinal de Pseudo-Graefe é a retração ou elevação da pálpebra superior quando o paciente tenta realizar a adução ou a depressão do olho afetado. Isso ocorre devido ao direcionamento errôneo de fibras nervosas destinadas ao reto medial ou inferior para o músculo levantador da pálpebra superior.
A regeneração aberrante sugere que o endoneuro foi rompido, permitindo o crescimento axonal para caminhos errados. Isso é comum em traumas e compressões (como aneurismas), mas raro em mononeuropatias isquêmicas (Diabetes/HAS), onde a estrutura do nervo é preservada.
Além da elevação palpebral, pode ocorrer a constrição pupilar na adução ou tentativa de olhar para cima (pupila sincrética) e limitação dos movimentos oculares verticais com retração do globo ocular em tentativas de movimento.
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