CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
O teste bicromático verde-vermelho é mais adequado para refinar a refração:
Teste bicromático → Refino final da refração subjetiva esférica (esfera).
O teste utiliza a aberração cromática longitudinal para posicionar o círculo de menor confusão exatamente sobre a retina, ajustando o componente esférico.
O teste bicromático é uma ferramenta essencial na propedêutica oftalmológica para garantir o conforto visual do paciente. Ele evita a prescrição de lentes que induzam esforço acomodativo desnecessário. Na prática, se o paciente relata que as letras no fundo vermelho estão mais nítidas, adicionamos lentes negativas (ou subtraímos positivas); se o verde está mais nítido, adicionamos lentes positivas (ou subtraímos negativas), buscando a igualdade de nitidez entre os dois campos.
O teste baseia-se na aberração cromática longitudinal do olho humano. Devido à dispersão da luz, comprimentos de onda mais curtos (verde) são refratados com mais força e focam à frente dos comprimentos de onda mais longos (vermelho). O objetivo clínico é ajustar a lente esférica para que o plano médio entre as duas cores coincida com a retina. Se o paciente vê melhor no verde, o foco está à frente da retina (precisa de mais positivo ou menos negativo); se vê melhor no vermelho, o foco está atrás da retina (precisa de mais negativo ou menos positivo).
Ele deve ser aplicado após a determinação da refração subjetiva inicial e do componente cilíndrico (astigmatismo). É uma etapa de 'ajuste fino' da esfera. É fundamental que a acomodação do paciente esteja relaxada ou controlada, pois o esforço acomodativo pode falsear o resultado, levando a uma hipercorreção miópica ou subcorreção hipermetrópica, já que o olho tende a preferir o foco no vermelho para relaxar a acomodação.
Em pacientes com catarata nuclear ou miose senil acentuada, a percepção de contraste e a dispersão cromática podem estar alteradas, dificultando a diferenciação entre os optotipos nos fundos verde e vermelho. Além disso, pacientes com discromatopsias (daltonismo) ainda podem realizar o teste, pois a base é o foco e a nitidez das letras, não a identificação da cor em si, embora a sensibilidade possa ser reduzida.
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