CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Um emétrope com os olhos abertos dentro de uma piscina tem:
Olho aberto na água → Perda do poder da córnea → Hipermetropia (foco pós-retina).
A córnea perde seu poder convergente na água porque o índice de refração da água (1,33) é muito próximo ao da córnea (1,37), impedindo a refração adequada dos raios.
A física da visão baseia-se na Lei de Snell, onde a refração ocorre na interface entre meios com índices de refração diferentes. No ar (n=1,0), a curvatura da córnea (n=1,37) provê o maior poder convergente do sistema ocular. Quando mergulhamos o olho aberto na água (n=1,33), a diferença de índices torna-se mínima, anulando a capacidade da córnea de dobrar a luz, resultando em uma imagem desfocada no plano retiniano.
No ar, a córnea possui um poder de convergência de aproximadamente 43 dioptrias, o que representa cerca de dois terços do poder total de refração do olho humano.
A máscara de mergulho mantém uma camada de ar em contato direto com a córnea. Isso preserva a interface ar-córnea, permitindo que a diferença de índices de refração (1,0 vs 1,37) mantenha o poder convergente natural do olho.
Sem a interface com o ar, o poder de refração da córnea cai drasticamente para quase zero. Como resultado, os raios de luz não convergem o suficiente para focar na retina, formando a imagem bem atrás dela, o que caracteriza uma hipermetropia severa.
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