CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Ao realizar o exame de acuidade visual utilizando tabela de Snellen posicionada a 4 m, o oftalmologista deve, em sua prescrição:
Exame a 4m em vez de 6m → Adicionar -0,25 DE para compensar a distância.
A distância padrão para o infinito óptico é 6m. Ao reduzir para 4m, a divergência dos raios exige uma compensação negativa de 0,25 dioptrias na prescrição final.
Na oftalmologia, a precisão da refração depende da distância entre o paciente e o optotipo. Embora 6 metros seja o padrão ouro, muitos consultórios modernos utilizam 4 metros por limitações de espaço. A óptica geométrica ensina que a vergência dos raios incidentes aumenta à medida que o objeto se aproxima. Portanto, a prescrição obtida a 4 metros está 'viciada' pela proximidade, exigindo a subtração algébrica da potência correspondente à distância para garantir a visão nítida ao longe.
O 'infinito óptico' na prática clínica é considerado 6 metros (onde a divergência dos raios é desprezível). A 4 metros, os raios ainda são divergentes em 0,25 dioptrias (1/4m = 0,25D). Para que o paciente veja nitidamente sem acomodar, essa divergência deve ser compensada subtraindo 0,25D da lente encontrada.
A compensação é baseada na vergência, calculada como V = 1/d, onde 'd' é a distância em metros. Para 4 metros, V = 1/4 = 0,25 Dioptrias. Como o objeto está mais próximo que o infinito, ele age como uma lente positiva 'falsa', exigindo correção negativa.
Se o ajuste não for feito, a prescrição final terá um erro de +0,25D. Isso significa que um paciente míope receberá menos grau do que precisa e um paciente hipermetrope receberá mais grau do que o necessário para o infinito real.
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