CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Quando a melhor correção óptica para longe informada por um paciente cicloplegiado for de -0,75DE, em uma sala de 4 metros, a prescrição final será:
Exame a 4 metros → Adicionar -0,25D ao resultado para compensar o infinito óptico.
O infinito óptico é 6m (vervência zero). A 4m, há uma vergência de 0,25D que deve ser subtraída da potência final (tornando-a mais negativa).
Na prática oftalmológica, o ambiente de exame influencia diretamente o resultado da prescrição. O padrão-ouro é a sala de 6 metros (20 pés). Em consultórios modernos com espaço limitado, utilizam-se espelhos para dobrar a distância ou cálculos de compensação. Para uma sala de 4 metros, a vergência é de 0,25D; para 5 metros, 0,20D. Somar algebricamente esse valor negativo à refração encontrada garante que o foco da imagem seja posicionado exatamente na retina para objetos situados no infinito.
A refração ideal deve considerar o infinito óptico, onde os raios de luz chegam paralelos ao olho (distância ≥ 6 metros). Se o exame é feito a 4 metros, os raios ainda possuem uma leve divergência (vergência de 1/4 = 0,25 dioptrias). Se não compensarmos, o valor encontrado não será o correto para a visão de longe real do paciente.
Utiliza-se a fórmula da vergência: V = 1/d (em metros). Para uma sala de 4 metros, V = 1/4 = 0,25D. Como o paciente está sendo testado para uma distância finita, ele precisa de 'mais poder negativo' para neutralizar essa proximidade. Portanto, adicionamos -0,25D ao valor da lente encontrada no refrator.
Se você encontrar -0,75D a 4 metros e prescrever exatamente isso, o paciente ficará subcorrigido para o infinito. Ao olhar para o horizonte real, ele sentirá que a visão não está perfeitamente nítida, pois a lente de -0,75D só neutraliza o foco a 4 metros de distância.
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