CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Durante teste subjetivo de refração sob cicloplegia realizado a 2 m dos optotipos, encontrou-se melhor lente de -3,00 DE. Qual a prescrição ideal para este paciente?
Refração a 2m → subtrair +0,50D (ou somar -0,50D) para compensar a vergência.
A 2 metros, os raios não são paralelos; a vergência de -0,50D deve ser compensada adicionando-se essa potência negativa ao valor encontrado.
Em consultórios com espaço limitado, a refração é frequentemente realizada a distâncias menores que os 6 metros ideais. Nesses casos, a física óptica dita que a luz que atinge o olho não é paralela, mas divergente. Para transpor o resultado de um teste de 2 metros para o infinito, deve-se aplicar a compensação de vergência. No caso clínico apresentado, se o paciente neutraliza a 2 metros com -3,00 DE, ele ainda possui 0,50D de miopia não corrigida para o infinito. Portanto, a prescrição final correta é -3,50 DE. Este conceito é vital para evitar queixas de visão embaçada para longe após a prescrição de óculos baseada em exames de curta distância.
O padrão ouro para refração ao infinito considera 6 metros. A 2 metros, a luz possui uma vergência de 0,50 dioptrias (1/2m). Para que o paciente veja ao infinito, precisamos compensar essa divergência natural da distância curta.
O ajuste é o inverso da distância em metros (1/d). Para 2 metros, 1/2 = 0,50D. Como o objeto está perto, ele exige 'menos' poder divergente da lente negativa; logo, para o infinito, a lente deve ser mais negativa.
A cicloplegia paralisa o músculo ciliar e a acomodação, permitindo medir o erro refracional estático real do paciente, sem a interferência do esforço acomodativo, comum em jovens.
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