Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Os princípios da Reforma Sanitária
Reforma Sanitária → saúde como direito, determinantes sociais, acesso universal, promoção/proteção/recuperação.
A Reforma Sanitária Brasileira culminou na criação do SUS e na inclusão da saúde como direito fundamental na Constituição de 1988. Ela reconhece a saúde como resultado de fatores sociais e econômicos, e não apenas da ausência de doença, enfatizando a promoção, proteção e recuperação da saúde.
A Reforma Sanitária Brasileira foi um movimento social e político que ganhou força nas décadas de 1970 e 1980, culminando na 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986 e na subsequente inclusão da saúde como direito social na Constituição Federal de 1988. Este movimento criticava o modelo de saúde vigente, que era curativo, hospitalocêntrico e excludente, e propunha um novo paradigma. Os princípios da Reforma Sanitária foram amplamente incorporados na Constituição Federal. Eles defendem que a saúde não é apenas a ausência de doença, mas um estado de completo bem-estar físico, mental e social, resultante de um conjunto de políticas sociais e econômicas. Essas políticas devem visar à redução de riscos de doença e outros agravos, e garantir o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde. Portanto, a Reforma Sanitária transcendeu a mera criação de um sistema de saúde (o SUS), ao redefinir o conceito de saúde e sua relação com os determinantes sociais. Ela enfatizou a necessidade de uma abordagem integral, com participação da comunidade e descentralização, e a importância de ações preventivas e de promoção da saúde, além das curativas.
O principal marco foi a 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986, que pavimentou o caminho para a inclusão da saúde como direito na Constituição Federal de 1988 e a subsequente criação do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Constituição de 1988 estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado, a ser garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Os determinantes sociais da saúde são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, como educação, moradia, renda, saneamento, que influenciam diretamente o processo saúde-doença e foram reconhecidos como cruciais pela Reforma Sanitária.
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