ENARE/ENAMED — Prova 2021
O refluxo vesicoureteral é a entidade clínica em que ocorre o fluxo retrógrado de urina da bexiga em direção aos ureteres e rins. Referente ao tema, assinale a alternativa correta.
RVU → risco de pielonefrite + cicatriz renal → insuficiência renal crônica.
O Refluxo Vesicoureteral (RVU) permite que a urina infectada da bexiga atinja os rins, causando pielonefrite e, consequentemente, cicatrizes renais. A repetição desses episódios pode levar à perda progressiva da função renal e, em casos graves, à insuficiência renal crônica.
O Refluxo Vesicoureteral (RVU) é uma anomalia congênita comum do trato urinário, caracterizada pelo fluxo retrógrado de urina da bexiga para os ureteres e, em alguns casos, até os rins. É um fator de risco significativo para infecções do trato urinário (ITUs) febris, especialmente pielonefrites, que podem causar danos renais permanentes. A prevalência é maior em crianças com ITU febril, e o diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações. A principal preocupação com o RVU é o risco de pielonefrite aguda, que, quando recorrente, pode levar à formação de cicatrizes renais. Essas cicatrizes são áreas de fibrose e atrofia do parênquima renal, resultando em perda de néfrons funcionantes. A longo prazo, a presença de cicatrizes renais pode manifestar-se como hipertensão arterial, proteinúria e, em casos mais graves e extensos, progressão para doença renal crônica e insuficiência renal terminal, necessitando de diálise ou transplante. O diagnóstico do RVU é feito principalmente pela cistouretrografia miccional (CUM), que permite graduar o refluxo. O tratamento varia de acordo com o grau do RVU, idade do paciente e presença de ITUs. Pode incluir profilaxia antibiótica de longo prazo, vigilância e, em casos selecionados de RVU de alto grau ou persistente, correção cirúrgica ou endoscópica. A resolução espontânea é mais comum em graus baixos e em crianças mais jovens, mas a monitorização é essencial para todos os pacientes.
As principais complicações do RVU são as infecções do trato urinário (ITUs) de repetição, especialmente pielonefrites, que podem levar à formação de cicatrizes renais, hipertensão arterial, proteinúria e, a longo prazo, insuficiência renal crônica.
O RVU permite que bactérias da bexiga ascendam aos rins, causando infecções renais (pielonefrite). Episódios repetidos de pielonefrite resultam em inflamação e fibrose do parênquima renal, formando cicatrizes que destroem néfrons e comprometem progressivamente a função renal.
A cistouretrografia miccional (CUM) é o exame padrão-ouro para diagnosticar e classificar o RVU, permitindo visualizar o fluxo retrógrado de urina e graduar sua intensidade. Além disso, ela avalia a anatomia da bexiga e da uretra, identificando possíveis anomalias associadas.
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