Sibilância Recorrente em Lactentes: RGE como Causa Oculta

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2016

Enunciado

Lactente de 13 meses de idade foi atendida pela terceira vez por quadro de sibilância, porém sem febre ou coriza. A mãe relatou que, desde o primeiro episódio, ocorrido aos 2 meses de idade, o início da sintomatologia era súbito, com tosse nas noites que antecediam os atendimentos. Em uso de fórmula láctea, a paciente estava crescendo e ganhando peso; regurgitava nos primeiros meses, mas, progressivamente, foi apresentando melhora. No histórico familiar, não constavam asma ou eczema. Em cada uma das ocasiões anteriores, houve resposta parcial ao uso de broncodilatador, mas a paciente mantinha discreta sibilância entre os episódios. O exame físico mostrou-se normal, exceto pelos roncos esparsos bilateralmente e pela leve sibilância expiratória. A pesquisa de sangue oculto nas fezes foi negativa, e o hemograma não indicou eosinofilia. A radiografia de tórax mostrou moderada hiperinsuflação bilateralmente, mas sem infiltrado. Além da hipótese diagnóstica de lactente sibilante, que outra hipótese, dentre as abaixo, também deve ser considerada?

Alternativas

  1. A) Refluxo gastroesofágico.
  2. B) Alergia à proteína do leite de vaca.
  3. C) Aspiração de corpo estranho.
  4. D) Fístula traqueoesofágica.
  5. E) Fibrose cística.

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