UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
O refluxo gastroesofágico é uma condição comum nas crianças e é motivo de consultas frequentes para o Médico de Família e Comunidade. Não são características de refluxo fisiológico e merecem intervenção, exceto:
RGE fisiológico em crianças = regurgitação/vômitos sem sinais de alarme (irritabilidade, perda de peso, opistótono).
O refluxo gastroesofágico fisiológico é comum em lactentes e se manifesta principalmente por regurgitações e vômitos sem comprometimento do estado geral. Sinais como irritabilidade, alterações do sono, ganho de peso insuficiente ou opistótono indicam RGE patológico e exigem investigação e intervenção.
O refluxo gastroesofágico (RGE) é uma condição extremamente comum na infância, especialmente nos primeiros meses de vida, sendo frequentemente fisiológico. Caracteriza-se pelo retorno involuntário do conteúdo gástrico para o esôfago, manifestando-se principalmente por regurgitações e vômitos. É crucial para o médico de família e comunidade, bem como para pediatras, distinguir o RGE fisiológico do patológico. O RGE fisiológico geralmente não causa desconforto significativo à criança, não afeta o ganho de peso e tende a resolver espontaneamente até os 12-18 meses de idade. Em contraste, o RGE patológico (doença do refluxo gastroesofágico - DRGE) apresenta sinais de alarme como irritabilidade, alterações do sono, ganho de peso insuficiente, recusa alimentar, opistótono ou sintomas respiratórios crônicos, indicando a necessidade de investigação e intervenção. A intervenção para o RGE fisiológico é conservadora, focando em medidas dietéticas e posturais. Para a DRGE, o tratamento pode incluir modificações no estilo de vida, terapia medicamentosa (inibidores de bomba de prótons ou antiácidos) e, em casos refratários ou com complicações graves, cirurgia. A identificação precoce dos sinais de alarme é fundamental para evitar complicações e garantir o desenvolvimento saudável da criança.
Os sinais de alarme incluem irritabilidade excessiva, choro inconsolável, alterações do sono, ganho de peso insuficiente, recusa alimentar, opistótono e sintomas respiratórios recorrentes.
É fisiológico quando há regurgitações e vômitos sem comprometimento do crescimento, desenvolvimento, ou presença de dor e desconforto significativos, resolvendo-se espontaneamente.
A conduta inicial envolve medidas posturais (elevar a cabeceira do berço), fracionamento das mamadas, espessamento do leite e tranquilização dos pais, sem necessidade de medicação.
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