SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Em relação ao Refluxo Gastroesofagiano (RGE), assinale a afirmativa CORRETA.
RGE fisiológico = episódios breves e assintomáticos de refluxo em todos.
O refluxo gastroesofágico (RGE) é um fenômeno fisiológico normal, caracterizado por episódios breves e autolimitados de retorno do conteúdo gástrico ao esôfago, sem causar sintomas ou lesões. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando esses episódios se tornam patológicos, gerando sintomas incômodos ou complicações.
O Refluxo Gastroesofagiano (RGE) é um tema central na gastroenterologia, sendo crucial para residentes diferenciar o processo fisiológico da doença. O RGE fisiológico é caracterizado por episódios breves e assintomáticos de refluxo que ocorrem em todas as pessoas, especialmente após as refeições. A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) surge quando esses episódios causam sintomas incômodos ou complicações, como esofagite, estenose ou esôfago de Barrett. Os sintomas da DRGE podem ser esofágicos (pirose, regurgitação) ou extraesofágicos, como tosse crônica, asma, laringite, halitose e problemas dentários, que resultam da exposição do trato respiratório e oral ao conteúdo gástrico. A manometria esofágica é um exame que avalia a motilidade esofágica e a função dos esfíncteres, sendo útil para excluir outros distúrbios motores e planejar cirurgias, mas não é o exame ideal para qualificar o refluxo ou correlacioná-lo com os sintomas; para isso, a pHmetria/impedanciometria é mais indicada. É importante notar que a presença de hérnia hiatal por deslizamento (tipo I) é comum na DRGE, mas a hérnia hiatal paraesofagiana (tipo II) é rara e não é obrigatória em casos severos. O manejo da DRGE envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos (IBP) e, em alguns casos, cirurgia. A compreensão desses aspectos é vital para o diagnóstico e tratamento adequados, além de ser um tópico recorrente em provas de residência.
Os sintomas extraesofágicos da DRGE incluem tosse crônica, asma, laringite (rouquidão, pigarro), dor torácica não cardíaca, erosões dentárias, halitose e otalgia, resultantes da irritação das vias aéreas e digestivas superiores pelo refluxo.
A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e a função dos esfíncteres esofágicos, sendo útil para identificar distúrbios motores primários (como acalasia) e avaliar a competência do esfíncter esofágico inferior, mas não diagnostica diretamente o refluxo ou correlaciona com os sintomas.
A pHmetria esofágica de 24 horas, especialmente quando combinada com impedanciometria, é o padrão-ouro para diagnosticar a DRGE, quantificar os episódios de refluxo (ácido e não ácido) e correlacioná-los com os sintomas do paciente.
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