Refluxo Gastroesofágico: Fisiologia e Diferenças da DRGE

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao Refluxo Gastroesofagiano (RGE), assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O RGE é um processo fisiológico normal, que acontece em todas as pessoas.
  2. B) Halitose, otalgia, problemas dentários e alterações da voz não fazem parte dos sintomas da doença do RGE.
  3. C) A manometria é o exame ideal para qualificar o RGE e correlacioná-lo com os sintomas do paciente.
  4. D) A presença de hérnia hiatal paraesofagiana (tipo II) é praticamente obrigatória nos casos de RGE severo.
  5. E) Os achados da manometria na doença do RGE são semelhantes aos do megaesôfago. 

Pérola Clínica

RGE fisiológico = episódios breves e assintomáticos de refluxo em todos.

Resumo-Chave

O refluxo gastroesofágico (RGE) é um fenômeno fisiológico normal, caracterizado por episódios breves e autolimitados de retorno do conteúdo gástrico ao esôfago, sem causar sintomas ou lesões. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando esses episódios se tornam patológicos, gerando sintomas incômodos ou complicações.

Contexto Educacional

O Refluxo Gastroesofagiano (RGE) é um tema central na gastroenterologia, sendo crucial para residentes diferenciar o processo fisiológico da doença. O RGE fisiológico é caracterizado por episódios breves e assintomáticos de refluxo que ocorrem em todas as pessoas, especialmente após as refeições. A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) surge quando esses episódios causam sintomas incômodos ou complicações, como esofagite, estenose ou esôfago de Barrett. Os sintomas da DRGE podem ser esofágicos (pirose, regurgitação) ou extraesofágicos, como tosse crônica, asma, laringite, halitose e problemas dentários, que resultam da exposição do trato respiratório e oral ao conteúdo gástrico. A manometria esofágica é um exame que avalia a motilidade esofágica e a função dos esfíncteres, sendo útil para excluir outros distúrbios motores e planejar cirurgias, mas não é o exame ideal para qualificar o refluxo ou correlacioná-lo com os sintomas; para isso, a pHmetria/impedanciometria é mais indicada. É importante notar que a presença de hérnia hiatal por deslizamento (tipo I) é comum na DRGE, mas a hérnia hiatal paraesofagiana (tipo II) é rara e não é obrigatória em casos severos. O manejo da DRGE envolve mudanças no estilo de vida, medicamentos (IBP) e, em alguns casos, cirurgia. A compreensão desses aspectos é vital para o diagnóstico e tratamento adequados, além de ser um tópico recorrente em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas extraesofágicos da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas extraesofágicos da DRGE incluem tosse crônica, asma, laringite (rouquidão, pigarro), dor torácica não cardíaca, erosões dentárias, halitose e otalgia, resultantes da irritação das vias aéreas e digestivas superiores pelo refluxo.

Qual é o papel da manometria esofágica no diagnóstico do RGE?

A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e a função dos esfíncteres esofágicos, sendo útil para identificar distúrbios motores primários (como acalasia) e avaliar a competência do esfíncter esofágico inferior, mas não diagnostica diretamente o refluxo ou correlaciona com os sintomas.

Qual exame é considerado o padrão-ouro para diagnosticar e quantificar o refluxo?

A pHmetria esofágica de 24 horas, especialmente quando combinada com impedanciometria, é o padrão-ouro para diagnosticar a DRGE, quantificar os episódios de refluxo (ácido e não ácido) e correlacioná-los com os sintomas do paciente.

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