Refluxo Gastroesofágico Fisiológico em Lactentes: Diagnóstico

SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024

Enunciado

Lactente 4 meses, sexo masculino, em aleitamento materno exclusivo, com adequado ganho de peso na curva pôndero-estatural. Avaliado pelo pediatra em consulta de rotina, a mãe relata que ele regurgita e vomita com muita frequência, e isto tem deixado os pais bastante aflitos. Ao exame físico, lactente corado, hidratado, ativo, sem nenhuma anormalidade, estando no percentil 50 na curva de crescimento.O diagnóstico do caso acima é:

Alternativas

  1. A) Hérnia diafragmática
  2. B) Síndrome de Zollinger Ellison
  3. C) Refluxo gastroesofágico fisiológico
  4. D) Úlcera gástrica do recém nascido

Pérola Clínica

RGE fisiológico em lactentes: regurgitação frequente SEM comprometimento do ganho de peso ou desenvolvimento.

Resumo-Chave

O refluxo gastroesofágico fisiológico é comum em lactentes devido à imaturidade do esfíncter esofágico inferior. O diagnóstico é clínico e se baseia na ausência de sinais de alarme, como baixo ganho de peso, irritabilidade excessiva, recusa alimentar ou complicações respiratórias.

Contexto Educacional

O refluxo gastroesofágico (RGE) fisiológico é uma condição extremamente comum em lactentes, afetando até 70% dos bebês nos primeiros meses de vida. Caracteriza-se pela passagem de conteúdo gástrico para o esôfago, manifestando-se como regurgitação ou vômitos, sem que haja comprometimento do estado geral ou do desenvolvimento ponderoestatural da criança. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-lo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), que exige intervenção. A fisiopatologia do RGE fisiológico está ligada à imaturidade do esfíncter esofágico inferior (EEI), que ainda não possui tônus adequado para conter o conteúdo gástrico, e ao pequeno volume gástrico do lactente. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de regurgitação sem sinais de alarme, como perda de peso, irritabilidade, recusa alimentar, hematêmese ou sintomas respiratórios crônicos. O exame físico é normal, e a criança apresenta bom desenvolvimento. O tratamento do RGE fisiológico é conservador e foca em medidas posturais e dietéticas, como manter o bebê em posição vertical após as mamadas, fracionar as refeições e, em alguns casos, espessar o leite. A condição geralmente se resolve espontaneamente até os 12-18 meses de idade, à medida que o EEI amadurece. É crucial tranquilizar os pais e evitar tratamentos farmacológicos desnecessários, que podem ter efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de refluxo gastroesofágico fisiológico em lactentes?

Regurgitação e vômitos frequentes, mas sem comprometimento do ganho de peso, irritabilidade, recusa alimentar ou complicações respiratórias.

Quando devo me preocupar com a regurgitação do meu bebê?

Preocupe-se se houver baixo ganho de peso, irritabilidade excessiva, recusa alimentar, choro intenso, sangue no vômito ou problemas respiratórios.

Qual a diferença entre refluxo fisiológico e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)?

O refluxo fisiológico não causa sintomas graves nem complicações, enquanto a DRGE causa sintomas incômodos e pode levar a complicações como esofagite e baixo ganho de peso.

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