AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Lactente de 2 meses de idade é trazido pela mãe para a consulta de puericultura. Como queixa, a mãe refere “vômitos” após as mamadas. Nasceu a termo, sem apresentar fatores de risco e está em aleitamento materno exclusivo. Apresenta crescimento e desenvolvimento adequados e ausência de eventos clínicos significativos desde o nascimento. Em relação à queixa da mãe, o procedimento indicado é:
Lactente com vômitos pós-mamada, bom desenvolvimento e ganho de peso → refluxo fisiológico = tranquilizar e manter AM.
O refluxo gastroesofágico fisiológico é comum em lactentes jovens devido à imaturidade do esfíncter esofágico inferior. A ausência de sinais de alarme (perda de peso, irritabilidade, recusa alimentar, hematêmese) indica que a conduta é expectante e conservadora.
O refluxo gastroesofágico fisiológico é uma condição benigna e muito comum em lactentes, afetando até 70% dos bebês nos primeiros meses de vida. É caracterizado pela passagem retrógrada do conteúdo gástrico para o esôfago, manifestando-se como regurgitações ou vômitos pós-mamadas, sem impactar o crescimento e desenvolvimento. É fundamental diferenciá-lo da doença do refluxo gastroesofágico, que envolve complicações e sintomas mais graves. A fisiopatologia do refluxo fisiológico está ligada à imaturidade do esfíncter esofágico inferior, que ainda não possui tônus adequado para conter o conteúdo gástrico, e à dieta líquida predominante. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, sem necessidade de exames complementares na ausência de sinais de alarme. Sinais de alarme incluem perda de peso, irritabilidade, recusa alimentar, hematêmese, apneia ou broncoespasmo. O tratamento do refluxo fisiológico é conservador e consiste em tranquilizar os pais, orientar sobre a manutenção do aleitamento materno exclusivo, evitar superalimentação e, em alguns casos, elevar a cabeceira do berço. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente até os 12-18 meses de idade, à medida que o sistema digestório amadurece. Medicamentos ou fórmulas especiais são reservados para casos de doença do refluxo gastroesofágico.
Os sinais incluem regurgitações frequentes após as mamadas, mas sem comprometimento do ganho de peso, desenvolvimento ou bem-estar geral do bebê.
Preocupe-se se houver perda de peso, irritabilidade excessiva, recusa alimentar, choro intenso, sangue no vômito, dificuldade respiratória ou sinais de desidratação.
A conduta inicial é tranquilizar os pais, manter o aleitamento materno exclusivo e orientar sobre medidas posturais e fracionamento das mamadas, se necessário.
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