Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 52 anos de idade, tem histórico de refluxo gastroesofágico crônico, com sintomas de azia e regurgitação ácida frequentes há mais de 10 anos. Ele vem sendo tratado com inibidores da bomba de prótons, mas seus sintomas têm piorado nos últimos meses. Recentemente, ele notou dificuldade para engolir alimentos sólidos e perda de peso não intencional. Ele procura atendimento médico, onde é submetido a uma endoscopia digestiva alta que revela a presença de uma lesão suspeita no terço distal do esôfago. A biópsia da lesão confirma o diagnóstico de câncer esofágico. A presença do refluxo gastroesofágico predispõe ao aparecimento do câncer esofágico do tipo:
RGE crônico → Esôfago de Barrett → Adenocarcinoma esofágico (terço distal).
O refluxo gastroesofágico crônico é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna que, por sua vez, predispõe ao adenocarcinoma de esôfago, geralmente localizado no terço distal.
O refluxo gastroesofágico (RGE) crônico é uma condição comum que, quando persistente, pode levar a complicações sérias, incluindo o desenvolvimento de câncer esofágico. A exposição prolongada do esôfago ao ácido gástrico e bile causa inflamação e, em alguns indivíduos, metaplasia do epitélio escamoso estratificado para epitélio colunar com células caliciformes, uma condição conhecida como Esôfago de Barrett. Esta é a principal lesão pré-maligna para o adenocarcinoma esofágico. O adenocarcinoma esofágico é o tipo de câncer de esôfago mais associado ao RGE crônico e ao Esôfago de Barrett, sendo mais comum no terço distal do esôfago. Em contraste, o carcinoma epidermóide do esôfago está mais frequentemente associado a fatores de risco como tabagismo e etilismo, e tende a ocorrer nos terços médio e superior. A fisiopatologia envolve uma sequência de metaplasia, displasia e, finalmente, adenocarcinoma. Os sintomas de alerta para a progressão para câncer incluem disfagia (dificuldade para engolir), perda de peso não intencional, dor torácica e anemia. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsia. O manejo do RGE crônico e do Esôfago de Barrett envolve inibidores da bomba de prótons e vigilância endoscópica regular para detectar displasia e intervir precocemente, prevenindo a progressão para câncer invasivo.
A principal complicação é o Esôfago de Barrett, uma metaplasia intestinal do epitélio escamoso estratificado do esôfago distal, que é uma condição pré-maligna para o adenocarcinoma.
Sinais de alerta incluem disfagia progressiva (dificuldade para engolir), perda de peso não intencional, dor torácica persistente, anemia e sangramento gastrointestinal.
O Esôfago de Barrett é diagnosticado por endoscopia digestiva alta com biópsias. O monitoramento envolve endoscopias periódicas com biópsias para detectar displasia e prevenir a progressão para adenocarcinoma.
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