CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre o reflexo pupilar fotomotor, podemos afirmar que:
Via pupilar: Pré-tectal → Bilateral para Edinger-Westphal = Base do reflexo consensual.
O reflexo pupilar depende de uma via aferente (nervo óptico) e uma via eferente (nervo oculomotor), com uma conexão bilateral no mesencéfalo que garante a resposta simultânea de ambas as pupilas.
O reflexo pupilar fotomotor é uma arco reflexo autonômico. A via aferente começa nas células ganglionares da retina, segue pelo nervo óptico, quiasma (onde há decussação parcial) e trato óptico. Antes de chegar ao corpo geniculado lateral, as fibras pupilares desviam-se para o núcleo pré-tectal no mesencéfalo superior. O segundo neurônio conecta cada núcleo pré-tectal a ambos os núcleos de Edinger-Westphal (complexo do III par). Esta conexão bilateral é o que permite o reflexo consensual. A via eferente (parassimpática) parte do núcleo de Edinger-Westphal, segue pelo nervo oculomotor até o gânglio ciliar, e termina no músculo esfíncter da íris através dos nervos ciliares curtos. Lesões em qualquer ponto desta via produzem padrões específicos de anisocoria ou defeitos de reatividade.
O núcleo pré-tectal recebe as fibras aferentes do trato óptico. Ele atua como a primeira estação de retransmissão no mesencéfalo, enviando axônios (o segundo neurônio da via) para os núcleos de Edinger-Westphal de ambos os lados.
Devido à decussação dupla: primeiro no quiasma óptico (fibras nasais) e, crucialmente, pela projeção bilateral dos núcleos pré-tectais para ambos os núcleos de Edinger-Westphal (via eferente parassimpática).
Também conhecido como pupila de Marcus Gunn, ocorre quando um nervo óptico está lesionado. Ao iluminar o olho doente, a resposta pupilar é mais fraca do que ao iluminar o olho sadio, causando uma 'dilatação' aparente ao alternar a luz.
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