Neuroanatomia do Reflexo Pupilar Fotomotor

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012

Enunciado

Sobre o reflexo pupilar fotomotor, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) Lesão do trato óptico causa defeito pupilar aferente relativo no olho com menor defeito de campo visual
  2. B) Lesão do corpo geniculado lateral causa defeito pupilar aferente relativo no olho com maior defeito de campo visual
  3. C) O segundo neurônio conecta o núcleo pré-tectal a ambos os núcleos de Edinger-Westphal
  4. D) O reflexo pupilar consensual não depende do quiasma óptico

Pérola Clínica

Via pupilar: Pré-tectal → Bilateral para Edinger-Westphal = Base do reflexo consensual.

Resumo-Chave

O reflexo pupilar depende de uma via aferente (nervo óptico) e uma via eferente (nervo oculomotor), com uma conexão bilateral no mesencéfalo que garante a resposta simultânea de ambas as pupilas.

Contexto Educacional

O reflexo pupilar fotomotor é uma arco reflexo autonômico. A via aferente começa nas células ganglionares da retina, segue pelo nervo óptico, quiasma (onde há decussação parcial) e trato óptico. Antes de chegar ao corpo geniculado lateral, as fibras pupilares desviam-se para o núcleo pré-tectal no mesencéfalo superior. O segundo neurônio conecta cada núcleo pré-tectal a ambos os núcleos de Edinger-Westphal (complexo do III par). Esta conexão bilateral é o que permite o reflexo consensual. A via eferente (parassimpática) parte do núcleo de Edinger-Westphal, segue pelo nervo oculomotor até o gânglio ciliar, e termina no músculo esfíncter da íris através dos nervos ciliares curtos. Lesões em qualquer ponto desta via produzem padrões específicos de anisocoria ou defeitos de reatividade.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do núcleo pré-tectal no reflexo pupilar?

O núcleo pré-tectal recebe as fibras aferentes do trato óptico. Ele atua como a primeira estação de retransmissão no mesencéfalo, enviando axônios (o segundo neurônio da via) para os núcleos de Edinger-Westphal de ambos os lados.

Por que a luz em um olho faz a pupila do outro contrair?

Devido à decussação dupla: primeiro no quiasma óptico (fibras nasais) e, crucialmente, pela projeção bilateral dos núcleos pré-tectais para ambos os núcleos de Edinger-Westphal (via eferente parassimpática).

O que é o defeito pupilar aferente relativo (DPAR)?

Também conhecido como pupila de Marcus Gunn, ocorre quando um nervo óptico está lesionado. Ao iluminar o olho doente, a resposta pupilar é mais fraca do que ao iluminar o olho sadio, causando uma 'dilatação' aparente ao alternar a luz.

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