UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Durante o primeiro ano de vida, o pediatra deve acompanhar o comportamento dos reflexos das crianças. Quanto à reposta normal do reflexo cutâneo-plantar na infância, é correto afirmar que:
Reflexo cutâneo-plantar em flexão = normal em crianças que já andam; extensão = normal em lactentes.
O reflexo cutâneo-plantar (Babinski) é fisiologicamente em extensão nos primeiros meses de vida. Sua persistência após os 12-18 meses ou após a aquisição da marcha independente é patológica, indicando lesão do trato corticoespinhal. Em crianças que já deambulam, a resposta normal deve ser em flexão.
A avaliação dos reflexos é uma parte crucial do exame neurológico pediátrico, fornecendo informações valiosas sobre a integridade do sistema nervoso central em desenvolvimento. O reflexo cutâneo-plantar, ou sinal de Babinski, é um dos reflexos mais importantes a serem observados, com sua resposta variando conforme a idade e o estágio de desenvolvimento motor da criança. Compreender essa evolução é fundamental para diferenciar achados fisiológicos de sinais patológicos. Nos primeiros meses de vida, a imaturidade do trato corticoespinhal faz com que a resposta em extensão do hálux seja normal. À medida que a mielinização progride e a criança adquire controle motor voluntário, especialmente a marcha, o reflexo se modifica para a resposta adulta de flexão plantar. A persistência do Babinski em extensão após a idade esperada ou seu reaparecimento em qualquer idade é um indicativo de disfunção neurológica, exigindo investigação aprofundada. Para residentes, é essencial dominar a técnica de elicitação do reflexo e a interpretação correta das respostas em diferentes faixas etárias. A observação cuidadosa desses reflexos permite identificar precocemente possíveis alterações no desenvolvimento neurológico, possibilitando intervenções oportunas e melhorando o prognóstico da criança.
Em bebês, especialmente nos primeiros 12 a 18 meses de vida, a resposta normal do reflexo cutâneo-plantar é a extensão do hálux (dedão do pé) e a abertura em leque dos outros dedos. Isso é conhecido como sinal de Babinski fisiológico.
O reflexo de Babinski deve evoluir para uma resposta em flexão (flexão plantar dos dedos) à medida que a criança desenvolve a marcha independente e a mielinização do trato corticoespinhal se completa, geralmente por volta dos 12 a 18 meses de idade.
Em uma criança que já anda de forma independente, a persistência de um reflexo de Babinski em extensão é considerada patológica. Pode indicar uma lesão do trato corticoespinhal, sendo um sinal de alerta para investigação neurológica.
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