Cicatrização de Feridas: O Processo da Reepitelização

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021

Enunciado

As três fases da cicatrização de feridas são: inflamação, proliferação e maturação. Em uma ferida grande, como uma úlcera de pressão, a escara ou exsudato fibrinoso reflete a fase inflamatória; o tecido de granulação é parte da fase proliferativa; a margem de contração ou de avanço é parte da fase maturacional.Sobre a cicatrização, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) as fases ocorrem de forma linear e progressiva, não podendo ocorrer de forma simultânea nem se sobrepor com seus processos individuais. Logo, numa ferida toda extensão da lesão se encontra na mesma fase.
  2. B) a fase de proliferação se caracteriza por maior permeabilidade vascular, migração de células para a ferida por quimiotaxia, secreção de citocinas e fatores de crescimento na ferida e ativação das células migrantes.
  3. C) o linfócito é a principal célula responsável pelo processo de cicatrização, migra para o tecido lesado entre 24 e 48 horas, orquestra a liberação de citocinas e fatores de crescimento, além de induzir a apoptose das células polimorfonucleares.
  4. D) a reepitelizaçã o de feridas começa horas após a lesão. No início, a ferida é rapidamente selada por formação de coágulo e, então, por migração de células epiteliais (epidérmicas) através do defeito.
  5. E) resíduos bacterianos como lipopolissacarídeos podem ativar os fibroblastos para liberar radicais livres e citocinas que medeiam a angiogênese e a fibroplasia. Fibroblastos de ferida ativados também produzem Óxido Nítrico (ON), que vem demonstrando ter muitas funções.

Pérola Clínica

Reepitelização de feridas inicia horas após lesão, com selamento por coágulo e migração de células epiteliais.

Resumo-Chave

A reepitelização é um processo precoce na cicatrização de feridas, começando poucas horas após a lesão. Inicialmente, a ferida é selada por um coágulo, e então as células epiteliais migram das bordas da ferida para cobrir o defeito, restaurando a barreira cutânea.

Contexto Educacional

A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Tradicionalmente dividida em três fases sobrepostas – inflamação, proliferação e maturação/remodelamento – cada uma com eventos celulares e moleculares distintos. A compreensão dessas fases é fundamental para o manejo adequado de feridas em diversas especialidades médicas. A fase inflamatória começa imediatamente após a lesão, com hemostasia e recrutamento de células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos) que removem detritos e patógenos. A fase proliferativa, que se segue, é marcada pela formação de tecido de granulação (angiogênese, proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno) e pela reepitelização. A reepitelização, em particular, inicia-se horas após a lesão, com a formação de um coágulo que sela a ferida e a subsequente migração e proliferação de queratinócitos das bordas da ferida. Finalmente, a fase de maturação ou remodelamento pode durar meses ou anos, envolvendo a reorganização das fibras de colágeno e a contração da ferida, resultando na formação de uma cicatriz. É importante notar que, em feridas grandes ou crônicas, as fases podem ocorrer simultaneamente em diferentes áreas da lesão. O conhecimento detalhado desses processos permite otimizar as estratégias terapêuticas, desde o curativo até intervenções cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

Quais são as três fases principais da cicatrização de feridas?

As três fases principais são: inflamação (caracterizada por hemostasia e resposta imune), proliferação (com formação de tecido de granulação, angiogênese e reepitelização) e maturação (remodelamento do colágeno e contração da ferida).

Qual o papel do coágulo na fase inicial da cicatrização?

O coágulo sanguíneo forma uma matriz provisória que sela a ferida, impede a perda de sangue e serve como andaime para a migração de células inflamatórias e epiteliais, além de liberar fatores de crescimento.

Como as células epiteliais contribuem para a cicatrização?

As células epiteliais migram das bordas da ferida e dos folículos pilosos remanescentes para cobrir a superfície lesada, um processo chamado reepitelização. Elas proliferam e se diferenciam para restaurar a barreira protetora da pele.

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