UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
As três fases da cicatrização de feridas são: inflamação, proliferação e maturação. Em uma ferida grande, como uma úlcera de pressão, a escara ou exsudato fibrinoso reflete a fase inflamatória; o tecido de granulação é parte da fase proliferativa; a margem de contração ou de avanço é parte da fase maturacional.Sobre a cicatrização, é correto afirmar que
Reepitelização de feridas inicia horas após lesão, com selamento por coágulo e migração de células epiteliais.
A reepitelização é um processo precoce na cicatrização de feridas, começando poucas horas após a lesão. Inicialmente, a ferida é selada por um coágulo, e então as células epiteliais migram das bordas da ferida para cobrir o defeito, restaurando a barreira cutânea.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Tradicionalmente dividida em três fases sobrepostas – inflamação, proliferação e maturação/remodelamento – cada uma com eventos celulares e moleculares distintos. A compreensão dessas fases é fundamental para o manejo adequado de feridas em diversas especialidades médicas. A fase inflamatória começa imediatamente após a lesão, com hemostasia e recrutamento de células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos) que removem detritos e patógenos. A fase proliferativa, que se segue, é marcada pela formação de tecido de granulação (angiogênese, proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno) e pela reepitelização. A reepitelização, em particular, inicia-se horas após a lesão, com a formação de um coágulo que sela a ferida e a subsequente migração e proliferação de queratinócitos das bordas da ferida. Finalmente, a fase de maturação ou remodelamento pode durar meses ou anos, envolvendo a reorganização das fibras de colágeno e a contração da ferida, resultando na formação de uma cicatriz. É importante notar que, em feridas grandes ou crônicas, as fases podem ocorrer simultaneamente em diferentes áreas da lesão. O conhecimento detalhado desses processos permite otimizar as estratégias terapêuticas, desde o curativo até intervenções cirúrgicas.
As três fases principais são: inflamação (caracterizada por hemostasia e resposta imune), proliferação (com formação de tecido de granulação, angiogênese e reepitelização) e maturação (remodelamento do colágeno e contração da ferida).
O coágulo sanguíneo forma uma matriz provisória que sela a ferida, impede a perda de sangue e serve como andaime para a migração de células inflamatórias e epiteliais, além de liberar fatores de crescimento.
As células epiteliais migram das bordas da ferida e dos folículos pilosos remanescentes para cobrir a superfície lesada, um processo chamado reepitelização. Elas proliferam e se diferenciam para restaurar a barreira protetora da pele.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo