Redução de Risco Absoluto: Cálculo e Interpretação

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2018

Enunciado

Adriano é residente e gostaria de conhecer o impacto sobre a diminuição de eventos cardiovasculares do antiplaquetário X sobre os pacientes portadores de cardiopatia isquêmica. Procurando em uma base de dados, ele encontra um estudo randomizado feito com 12.200 pacientes, 6.000 deles ficaram no grupo que usou o antiplaquetário X e 6.200 estavam no grupo controle. O número de mortes por evento cardiovascular no grupo que usou o antiplaquetário X foi de 1.500 pessoas. No grupo controle, o número de mortes por essa mesma causa foi de 2.480. O intervalo de confiança desse estudo foi de 95%. A redução de risco absoluto que esse antiplaquetário pode proporcionar será de:

Alternativas

  1. A) 62,5 pontos percentuais
  2. B) 15 pontos percentuais
  3. C) 95 pontos percentuais
  4. D) 37,5 pontos percentuais
  5. E) 6,66 pontos percentuais

Pérola Clínica

Redução de Risco Absoluto (RRA) = Risco no Grupo Controle - Risco no Grupo Intervenção.

Resumo-Chave

A Redução de Risco Absoluto (RRA) quantifica a diferença direta na probabilidade de um evento entre o grupo controle e o grupo de intervenção. É uma medida crucial para avaliar o impacto clínico real de uma intervenção.

Contexto Educacional

A epidemiologia clínica e a bioestatística são ferramentas essenciais para a interpretação de estudos científicos e a tomada de decisões baseadas em evidências. A Redução de Risco Absoluto (RRA) é uma das medidas de efeito mais importantes, pois quantifica o benefício real de uma intervenção em termos da diminuição da probabilidade de um evento. Diferente da Redução de Risco Relativo (RRR), que pode superestimar o efeito em eventos raros, a RRA oferece uma perspectiva mais concreta e clinicamente relevante. Para calcular a RRA, primeiro determinamos o risco do evento em cada grupo. No grupo antiplaquetário X: 1.500 mortes / 6.000 pacientes = 0,25 ou 25%. No grupo controle: 2.480 mortes / 6.200 pacientes = 0,40 ou 40%. A RRA é a diferença entre esses riscos: Risco no Controle - Risco na Intervenção = 40% - 25% = 15%. Portanto, o antiplaquetário X proporciona uma redução de risco absoluto de 15 pontos percentuais. Compreender a RRA é fundamental para que residentes e profissionais de saúde possam avaliar criticamente a literatura médica e aplicar os resultados de pesquisas na prática clínica. Uma RRA de 15% significa que, para cada 100 pacientes tratados com o antiplaquetário X, 15 mortes por evento cardiovascular seriam evitadas em comparação com o grupo controle. Essa medida é crucial para a comunicação com pacientes e para a formulação de políticas de saúde, pois reflete o impacto direto da intervenção na saúde da população.

Perguntas Frequentes

Como se calcula a Redução de Risco Absoluto (RRA)?

A RRA é calculada subtraindo o risco do evento no grupo de intervenção (taxa de evento no grupo experimental) do risco do evento no grupo controle (taxa de evento no grupo controle).

Qual a importância da RRA na prática clínica?

A RRA é importante porque fornece uma medida direta do benefício absoluto de uma intervenção, ou seja, quantos pacientes a menos sofrerão o evento com o tratamento, facilitando a tomada de decisão clínica e a comunicação com pacientes.

Qual a diferença entre RRA e Número Necessário para Tratar (NNT)?

A RRA é a diferença percentual entre os riscos. O NNT é o inverso da RRA (1/RRA) e indica quantos pacientes precisam ser tratados para evitar um evento adverso em um paciente.

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