UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2018
Em relação ao Modelo atual de Atenção à Saúde no Sistema Ùnico de Saúde - SUS, segundo o Ministério da Saúde , é correto afirmar que:
Modelo SUS → de piramidal/fragmentado para Redes de Atenção à Saúde (RAS) policêntricas e horizontais.
O SUS busca superar o modelo tradicional fragmentado e hierarquizado, que dificulta a integralidade do cuidado. As Redes de Atenção à Saúde (RAS) propõem um sistema policêntrico e horizontal, onde a Atenção Primária à Saúde coordena o cuidado, garantindo a continuidade e a integralidade, com fluxos e contrafluxos entre os pontos de atenção.
O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil tem buscado, ao longo dos anos, aprimorar seu modelo de atenção à saúde para garantir a integralidade, equidade e universalidade. Historicamente, o modelo era caracterizado pela fragmentação dos serviços e uma concepção hierárquica e piramidal, onde a atenção hospitalar muitas vezes dominava, e a coordenação do cuidado era deficiente. A partir das últimas décadas, o Ministério da Saúde tem impulsionado a transição para um modelo baseado nas Redes de Atenção à Saúde (RAS). As RAS são sistemas de saúde policêntricos e horizontais, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) assume o papel central de coordenadora do cuidado e ordenadora do fluxo dos usuários. Essa abordagem visa superar a fragmentação, promover a continuidade do cuidado e garantir que o paciente receba a atenção adequada em todos os níveis de complexidade. A implementação das RAS envolve a integração de diversos pontos de atenção (APS, atenção especializada, urgência e emergência, atenção hospitalar, etc.) por meio de sistemas de apoio, logísticos e de gestão. O objetivo é otimizar o uso dos recursos, melhorar a qualidade da assistência e a experiência do usuário, resultando em melhores desfechos de saúde para a população.
As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizacionais de ações e serviços de saúde de diferentes densidades tecnológicas, integrados por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, que buscam garantir a integralidade do cuidado à população de forma contínua e coordenada.
Um sistema hierárquico é vertical, com níveis de complexidade crescentes e fluxos unidirecionais, onde a atenção primária é a base e a hospitalar o topo. Um sistema policêntrico, como as RAS, é horizontal, com múltiplos pontos de atenção interconectados, onde a Atenção Primária coordena o cuidado, mas há fluxos e contrafluxos entre os serviços, sem uma hierarquia rígida de poder.
Na RAS, a Atenção Primária à Saúde (APS) atua como o centro de comunicação e coordenação do cuidado, sendo a porta de entrada preferencial e ordenadora do fluxo dos usuários nos diferentes pontos da rede. Ela é responsável por resolver a maioria dos problemas de saúde e encaminhar, quando necessário, para os demais níveis de atenção, garantindo a continuidade do cuidado.
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