Tripla Carga de Doenças: Solução nas Redes de Atenção

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2019

Enunciado

Hoje temos no Brasil um perfil de morbimortalidade conhecido como "tripla carga de doenças", que define uma agenda ainda não concluída em: (1) doenças infectocontagiosas e saúde materna; (2) grande prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (seus diversos fatores de risco associados a hábitos e estilos de vida); e (3) causas externas (principalmente violência e acidentes de trânsito). Diante deste cenário, para lograr melhores objetivos, o sistema de saúde deve avançar em que modelo organizativo? 

Alternativas

  1. A) O modelo principal deve ser focado integralmente em práticas preventivas e de promoção a saúde, ampliando as ações das Unidade Básicas de Saúde em atividades de educação, deixando o diagnóstico e práticas clínicas para unidades com maior densidade tecnológica. 
  2. B) A reorganização do modelo passa, invariavelmente, pela formação mais ampla de Geriatras e Clínicos Gerais, ainda escassos no país. Com o aumento destas especialidades e com boa distribuição deste atores, tanto em Unidade Básicas de Saúde quanto em serviço de urgência e emergência, teríamos a cobertura para a maior parte dos problemas de saúde. 
  3. C) Trata-se de um modelo que cumpra os critérios de integralidade, tendo a Unidade Básica de Saúde como porta de entrada exclusiva com médico generalista e psiquiatra vinculados as equipes, visando maior resolutividade dos casos mais complexos, e foco nas redes de urgência e emergência visando dirimir a alta incidência de mortes por causas externas, tal como prevê o conceito de Redes de Atenção à Saúde. 
  4. D) O modelo que deve acompanhar esta transição é baseado em Redes de Atenção à Saude, com múltiplos pontos de atenção organizados regionalmente, com atenção primária como porta de entrada preferencial do sistema e coordenadora do cuidado, atuando com equipes multiprofissionais com sistema logístico e de gestão integrados. 

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