Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Maria de Lourdes, de 60 anos, desempregada, tem diagnóstico recente de depressão, acompanhada em Serviço de Atenção Psicossocial (CAPS) e é hipertensa diagnosticada há 20 anos, em acompanhamento na Unidade de Saúde da Família (USF). Foi atendida recentemente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de lá transferida a um Hospital Geral (HG) de referência, onde precisou ficar internada por 2 semanas, por causa de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Foi tratada e liberada com aprazamento de consultas especializadas periódicas em serviços credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e com encaminhamento para fazer seguimento clínico na USF do seu bairro. Nesta manhã, a equipe de saúde foi visitá-la pela primeira vez após a internação hospitalar. Foi-lhe disponibilizado apoio de uma Equipe Multiprofissional (eMulti), bem como suporte de uma equipe de serviço social para busca de Benefício de Prestação Continuada (BPC) junto ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do seu bairro. Diante da situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta adequadamente o tipo de serviço assistencial do SUS, acessado por Maria de Lourdes.
UPA = porta de entrada para urgência/emergência no SUS, articulando com outros níveis da RAS.
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atua como porta de entrada para a rede de atenção às urgências e emergências do SUS, prestando atendimento de média complexidade e articulando com a atenção primária (USF) e hospitalar (HG) para continuidade do cuidado.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é organizado em uma Rede de Atenção à Saúde (RAS), que integra diferentes pontos de atenção para garantir a integralidade do cuidado. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é um componente fundamental dessa rede, atuando como porta de entrada para a atenção às urgências e emergências de média complexidade. Ela oferece atendimento resolutivo para condições agudas, evitando o congestionamento dos hospitais. A UPA se articula com a Atenção Primária à Saúde (APS), representada pela Unidade de Saúde da Família (USF), onde o paciente tem seu acompanhamento longitudinal e preventivo. Em casos que demandam maior complexidade, como o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) de Maria de Lourdes, a UPA realiza o primeiro atendimento e, se necessário, encaminha para o Hospital Geral (HG), que é a unidade de retaguarda para internação e procedimentos de alta complexidade. Após a alta hospitalar, o paciente retorna para o cuidado na APS (USF), que coordena o seguimento e o encaminhamento para serviços especializados, como o CAPS para saúde mental ou o CRAS para assistência social, demonstrando a interconexão e a complementaridade dos serviços dentro da RAS para um cuidado integral e contínuo.
A UPA tem como função principal ser a porta de entrada para a rede de atenção às urgências e emergências, prestando atendimento de média complexidade para casos agudos, com o objetivo de resolver a maioria das situações e evitar o encaminhamento desnecessário a hospitais.
A UPA se articula com a Atenção Primária à Saúde (USF) para o seguimento do paciente após a alta e com a Atenção Hospitalar (HG) para casos que necessitam de internação ou procedimentos de alta complexidade, funcionando como um elo na Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Os níveis de atenção à saúde no SUS são: Atenção Primária (USF, UBS), Atenção Secundária (UPAs, ambulatórios especializados, hospitais de média complexidade) e Atenção Terciária (hospitais de alta complexidade, centros de referência), organizados em uma rede para garantir a integralidade do cuidado.
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