HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Guilherme, 70 anos, hipertenso, passou por consulta na ESF de uma pequena cidade, sendo solicitados exames laboratoriais cujos resultados revelaram doença renal crônica estágio 4. Ele ficou abalado com o diagnóstico, mas após ter expressado suas angústias para o médico, ele recebeu apoio e esclarecimento sobre o assunto e ficou aliviado. Foi encaminhado para o nefrologista do AME, com quem consultou por 6 meses. Nesse período, foi monitorado pela equipe da ESF, através de um instrumento com propostas de condutas terapêuticas, uma vez que seu caso foi considerado grave. Em relação às características da Rede de Saúde e Política de Atenção Básica de Saúde (PNAB) analise as afirmativas abaixo:I. Foram usadas no caso de Guilherme, as tecnologias: dura, leve-dura e dura.II. O médico da ESF tinha habilidades técnicas de baixa complexidade e alta densidade e o nefrologista do AME tinha uma baixa densidade e alta complexidade tecnológica.III. O percurso assistencial de Guilherme se deu numa Rede de Serviços de Saúde Heterogênea.IV. O cuidado foi coordenado através de um Projeto Terapêutico Singular (PTS). É correto o que se afirma em:
Cuidado coordenado na RAS envolve tecnologias leves (acolhimento), leve-duras (clínica) e duras (equipamentos), e pode usar PTS.
A questão aborda a complexidade da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), destacando a integração de diferentes níveis de atenção e o uso de tecnologias em saúde (leve, leve-dura, dura) para um cuidado coordenado, como o Projeto Terapêutico Singular (PTS).
A Rede de Atenção à Saúde (RAS) no Brasil é um sistema complexo que visa garantir a integralidade do cuidado, desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até os níveis de alta complexidade. A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é o pilar desse sistema, definindo as diretrizes para a organização da APS, que atua como porta de entrada e coordenadora do cuidado, especialmente para condições crônicas como a doença renal. A compreensão da RAS e da PNAB é fundamental para a prática médica no SUS. As tecnologias em saúde são classificadas em leve (relação, vínculo, acolhimento), leve-dura (saber técnico, clínica, exames, protocolos) e dura (equipamentos, máquinas). Elas se interligam para formar o cuidado, sendo a tecnologia leve essencial para o vínculo e a leve-dura para a resolutividade clínica. O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é uma ferramenta de gestão do cuidado que permite a construção de um plano individualizado, envolvendo a equipe e o paciente, fundamental em casos de maior complexidade. O percurso assistencial de um paciente com doença crônica, como a doença renal, frequentemente envolve múltiplos pontos de atenção, caracterizando uma Rede de Serviços de Saúde Heterogênea. A coordenação do cuidado pela Atenção Básica é crucial para garantir a continuidade e a efetividade do tratamento, evitando a fragmentação e otimizando os recursos disponíveis.
As tecnologias em saúde são classificadas em leve (acolhimento, vínculo), leve-dura (saber técnico, clínica, exames) e dura (equipamentos, máquinas). Elas se complementam na Rede de Atenção à Saúde para oferecer um cuidado integral.
O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas para um indivíduo ou coletivo, construído de forma compartilhada pela equipe. É indicado em casos complexos que demandam um cuidado coordenado e interdisciplinar.
A Atenção Básica coordena o cuidado através do vínculo, acolhimento, monitoramento e articulação com outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, como a atenção especializada, garantindo a continuidade e integralidade do tratamento.
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