FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Carolina, 29 anos, foi diagnosticada com esquizofrenia há 4 anos. Ela vive em uma capital nordestina e realiza acompanhamento regular com medicamentos. Nas últimas semanas, apresentou episódios de delírios persecutórios e dificuldade em manter suas atividades diárias. Procurou a Unidade de Saúde da Família (USF) próxima à sua residência, onde recebeu atendimento inicial e foi encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III de referência. No Caps, passou a frequentar grupos terapêuticos e foi elaborado um Plano Terapêutico Singular (PTS), incluindo acompanhamento multiprofissional. Sua mãe também recebeu orientações sobre redes de apoio e a importância do cuidado compartilhado. Considerando a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Sistema Único de Saúde, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta: I. A Raps é composta por pontos de atenção diversificados, incluindo Atenção Básica, Caps, serviços de urgência e emergência, leitos de atenção integral em hospitais gerais, atenção residencial terapêutica, entre outros. II. O Caps tem papel substitutivo e central na rede, sendo referência no cuidado de pessoas com sofrimento mental grave e persistente, articulando ações com a Atenção Básica e outros pontos da rede. III. A Atenção Básica não tem responsabilidade no acompanhamento de usuários com transtornos mentais graves, cabendo exclusivamente ao Caps o cuidado e seguimento desses pacientes. IV. O plano terapêutico singular (PTS) é construído de forma compartilhada entre equipe, usuário e família, buscando integrar intervenções clínicas, psicossociais e comunitárias.
RAPS = Cuidado compartilhado. CAPS é central/substitutivo, mas Atenção Básica TAMBÉM é responsável.
A RAPS organiza o cuidado em saúde mental de forma integrada; o CAPS coordena casos graves, mas a Atenção Básica mantém a corresponsabilidade pelo acompanhamento longitudinal.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), instituída pela Portaria nº 3.088/2011, visa a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental. Ela rompe com o isolamento do paciente, promovendo o cuidado no território através de diversos pontos como UBS, CAPS, Unidades de Acolhimento e leitos em hospitais gerais. O Plano Terapêutico Singular (PTS) é a ferramenta central dessa estratégia, permitindo uma abordagem biopsicossocial que vai além da prescrição medicamentosa. A corresponsabilização entre a Atenção Básica e os serviços especializados (CAPS) é essencial para garantir a continuidade do cuidado e evitar a fragmentação da assistência.
O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar, com a participação ativa do usuário e sua rede social, visando uma abordagem integral.
Os CAPS são serviços de saúde municipais, abertos e comunitários, que oferecem atendimento diário a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Eles têm papel substitutivo ao modelo hospitalocêntrico, visando a reintegração social e autonomia do sujeito.
Sim. A Atenção Básica é a porta de entrada preferencial e deve realizar o acompanhamento compartilhado (matriciamento) com o CAPS, cuidando de demandas de saúde geral, monitorando efeitos colaterais de medicações e auxiliando na reabilitação psicossocial.
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