CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Na organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), qual serviço da Atenção Primária deve atuar como porta de entrada e coordenador do cuidado para pessoas com sofrimento mental?
UBS = Porta de entrada preferencial e centro de coordenação do cuidado na RAPS.
A Atenção Primária (UBS) é o eixo central da RAPS, responsável pelo acompanhamento longitudinal e matriciamento, reservando o CAPS para casos de maior complexidade.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) foi estabelecida para substituir o modelo manicomial por um cuidado territorializado e interdisciplinar. No centro dessa rede está a Atenção Primária à Saúde (APS), que deve ser capaz de resolver a maioria das demandas de saúde mental, utilizando ferramentas como a escuta qualificada e o Projeto Terapêutico Singular (PTS). A coordenação do cuidado pela UBS garante a longitudinalidade, evitando a fragmentação da assistência e promovendo a reintegração social do indivíduo em seu território. O modelo de rede pressupõe que a UBS não apenas encaminha, mas gerencia o percurso do paciente, utilizando o matriciamento como ferramenta de educação permanente e suporte clínico. Isso permite que casos de ansiedade, depressão leve e sofrimento psíquico comum sejam manejados na própria comunidade, reservando os dispositivos especializados para situações de crise ou transtornos severos.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) atua como a porta de entrada preferencial e o centro de coordenação do cuidado. Ela deve acolher demandas de saúde mental, realizar o manejo de casos leves a moderados e articular o fluxo com outros pontos da rede, como o CAPS, através do matriciamento e do Projeto Terapêutico Singular.
O encaminhamento deve ocorrer em casos de transtornos mentais graves, persistentes ou com alto comprometimento psicossocial que exijam cuidados intensivos. A UBS mantém a responsabilidade pelo cuidado compartilhado e longitudinal, mesmo quando o paciente está em acompanhamento especializado no CAPS.
É uma estratégia de suporte técnico-pedagógico onde equipes especializadas (como o NASF ou CAPS) oferecem retaguarda e discussão de casos para as equipes de Saúde da Família. O objetivo é fortalecer a capacidade resolutiva da Atenção Primária e garantir que o cuidado seja realizado o mais próximo possível do território do paciente.
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