SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024
Leia o Registro em Saúde Orientado por Problemas abaixo: S: Paciente, 53 anos, vem a consulta com lombalgia incapacitante há 5 meses, visto estar ausente no trabalho e precisando de ajuda para suas atividades de vida diária. Não melhorou com o uso de dipirona e pregabalina em doses otimizadas. Relata dormência na coxa esquerda e escapes de urina nas últimas duas semanas. O: regular estado geral, afebril, eupneico, hidratado, Escala de Avaliação Visual 8/10; Laseguè positivo à esquerda; PA 140/100 mmHg; HGT 300 mg/dl (em jejum); A: lombalgia crônica? P: 1. forneço laudo de afastamento laboral, 2. adiciono tramadol e 3. encaminho para fisioterapia. Qual item contém a afirmativa correta?
Lombalgia com incontinência urinária e déficit neurológico → Sinais de alarme para síndrome da cauda equina → Encaminhamento URGENTE.
A presença de 'red flags' em pacientes com lombalgia, como incontinência urinária, déficit neurológico progressivo ou dor noturna intensa, exige investigação imediata e encaminhamento a um especialista. Estes sinais podem indicar condições graves como síndrome da cauda equina ou neoplasias, que requerem intervenção rápida para evitar sequelas permanentes.
A lombalgia é uma das queixas mais comuns na prática médica, afetando grande parte da população em algum momento da vida. Embora a maioria dos casos seja benigna e autolimitada, é crucial para o médico de família e o generalista identificar os 'red flags' que sinalizam condições graves subjacentes, como tumores, infecções, fraturas ou a síndrome da cauda equina. A falha em reconhecer esses sinais pode levar a atrasos diagnósticos e sequelas permanentes. A síndrome da cauda equina, por exemplo, é uma emergência neurocirúrgica caracterizada pela compressão das raízes nervosas lombares e sacrais, resultando em dor lombar, déficit motor e sensitivo nos membros inferiores, disfunção vesical e intestinal (incontinência, retenção) e anestesia em sela. O diagnóstico precoce, geralmente por ressonância magnética, e a descompressão cirúrgica urgente são fundamentais para preservar a função neurológica. O manejo da lombalgia crônica sem red flags geralmente envolve medidas conservadoras, como fisioterapia, analgésicos e modificação de atividades. No entanto, a presença de red flags exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais agressiva e especializada. O encaminhamento oportuno a um neurocirurgião ou ortopedista é essencial para garantir o tratamento adequado e evitar complicações graves, reforçando a importância da vigilância clínica em todas as consultas.
Os principais red flags incluem déficit neurológico progressivo, incontinência urinária ou fecal, anestesia em sela, dor noturna persistente, perda de peso inexplicada e história de câncer ou trauma significativo.
A incontinência urinária, especialmente se associada à anestesia em sela e fraqueza nos membros inferiores, pode indicar compressão da cauda equina, uma emergência neurocirúrgica que exige descompressão imediata.
A conduta inicial deve ser a investigação imediata com exames de imagem (ressonância magnética da coluna) e encaminhamento urgente para avaliação por neurocirurgião ou ortopedista especialista em coluna.
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