AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Sobre as reconstruções pós-gastrectomia apresentadas a seguir, estão corretas as alternativas, EXCETO:
Reconstruções pós-gastrectomia: Bilroth II e Y de Roux são técnicas distintas com indicações e complicações específicas.
A correta identificação das reconstruções pós-gastrectomia, como Bilroth II e Y de Roux, é fundamental para entender suas indicações e complicações. A Síndrome de Dumping pode ocorrer em ambas, e a escolha da técnica depende da condição subjacente (maligna ou benigna) e da extensão da ressecção gástrica.
As reconstruções pós-gastrectomia são procedimentos cirúrgicos complexos realizados após a remoção parcial ou total do estômago, geralmente devido a câncer gástrico, úlceras pépticas complicadas ou obesidade mórbida. As técnicas mais comuns são a Bilroth I, Bilroth II e a Y de Roux, cada uma com suas particularidades anatômicas e implicações fisiológicas. A reconstrução Bilroth II envolve a anastomose do coto gástrico remanescente com uma alça jejunal, excluindo o duodeno do trânsito alimentar. Já a Y de Roux é caracterizada pela criação de uma alça jejunal em 'Y', onde o coto gástrico é anastomosado a uma das pernas do Y, e a alça biliopancreática é anastomosada mais distalmente, prevenindo o refluxo biliar para o estômago. Complicações como a Síndrome de Dumping, deficiências nutricionais e refluxo biliar podem ocorrer em ambas as reconstruções, embora com diferentes incidências e gravidades. A escolha da técnica depende de fatores como a extensão da ressecção, a condição do paciente e a preferência do cirurgião, visando otimizar a qualidade de vida pós-operatória.
Na Bilroth II, o coto gástrico é anastomosado lateralmente ao jejuno, enquanto na Y de Roux, o jejuno é seccionado e o coto distal é anastomosado ao estômago, com o coto proximal (alça biliopancreática) anastomosado mais distalmente.
Sim, a Síndrome de Dumping é uma complicação comum tanto na Bilroth II quanto na Y de Roux, devido à rápida passagem do alimento para o intestino delgado, causando sintomas vasomotores e gastrointestinais.
A reconstrução Bilroth II pode ser utilizada tanto para doenças gástricas malignas quanto benignas, sendo uma técnica versátil, embora a Y de Roux seja preferida em alguns casos para reduzir o refluxo biliar.
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