CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Uma paciente foi submetida à retirada de um tumor que acometeu 30% da borda palpebral inferior. não houve comprometimento do canto medial. Qual a técnica cirúrgica mais adequada para a correção do defeito?
Defeitos palpebrais < 33% → fechamento direto ± cantotomia/cantólise lateral.
Para defeitos de espessura total acometendo entre 25% e 33% da pálpebra inferior, o fechamento primário associado à cantotomia lateral permite a mobilização tecidual necessária sem tensão excessiva.
A reconstrução palpebral baseia-se na divisão da pálpebra em lamelas: anterior (pele e músculo orbicular) e posterior (tarso e conjuntiva). O fechamento de defeitos marginais exige o alinhamento preciso da linha cinzenta para evitar entalhes (notching). Para defeitos de até 1/3 da pálpebra, a mobilização lateral via cantotomia e cantólise é o padrão-ouro por ser menos invasiva e preservar a anatomia funcional com excelentes resultados estéticos.
Esta técnica é indicada para defeitos de espessura total da pálpebra que variam entre 25% e 35% da extensão horizontal. Em pacientes idosos com maior frouxidão tecidual, defeitos de até 40% podem ser fechados primariamente. A cantotomia lateral, seguida de cantólise do ramo inferior do tendão cantal lateral, libera a pálpebra para deslizar medialmente, reduzindo a tensão na linha de sutura.
A técnica de Hughes é um retalho tarsoconjuntival da pálpebra superior transposto para reconstruir a lamela posterior da pálpebra inferior. É reservada para defeitos grandes, geralmente maiores que 50% da extensão palpebral, onde o fechamento direto não é possível. Requer um segundo tempo cirúrgico para separação das pálpebras após algumas semanas.
A técnica de Mustardé consiste em um grande retalho de rotação da face (região malar e temporal) para reconstruir a lamela anterior da pálpebra inferior. É utilizada em defeitos muito extensos ou totais da pálpebra inferior, frequentemente associada a enxertos para reconstrução da lamela posterior.
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