Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Qual artéria deve ser preservada na reconstrução mamária, utilizando retalho do músculo reto abdominal?
Reconstrução mamária com retalho TRAM → preservar artéria epigástrica superior profunda.
Na reconstrução mamária com retalho TRAM (Transverse Rectus Abdominis Myocutaneous), a artéria epigástrica superior profunda é a principal fonte de suprimento sanguíneo para o retalho, sendo crucial sua preservação para a viabilidade do tecido.
A reconstrução mamária após mastectomia é um componente essencial no tratamento do câncer de mama, visando restaurar a imagem corporal e a qualidade de vida da paciente. Dentre as diversas técnicas disponíveis, o retalho do músculo reto abdominal, conhecido como retalho TRAM (Transverse Rectus Abdominis Myocutaneous), é uma opção popular e eficaz, especialmente o TRAM pediculado. O retalho TRAM pediculado utiliza pele, gordura e uma porção do músculo reto abdominal do abdome inferior, que é tunelizado para a região torácica, mantendo sua conexão vascular original. A vascularização desse retalho é predominantemente suprida pela artéria epigástrica superior profunda, que é um ramo da artéria torácica interna. A preservação cuidadosa e a integridade dessa artéria são cruciais para garantir a perfusão adequada do retalho e, consequentemente, o sucesso da reconstrução. Embora o retalho TRAM pediculado ofereça resultados estéticos satisfatórios, ele está associado a uma morbidade significativa na parede abdominal, como fraqueza muscular e risco de hérnia. Alternativas como o retalho DIEP (Deep Inferior Epigastric Perforator), que preserva o músculo reto abdominal, ou retalhos de outras regiões (ex: glúteo, coxa) são consideradas para minimizar essas complicações, dependendo das características da paciente e da experiência do cirurgião.
O retalho TRAM (Transverse Rectus Abdominis Myocutaneous) utiliza parte do músculo reto abdominal junto com pele e gordura. O retalho DIEP (Deep Inferior Epigastric Perforator) utiliza apenas pele e gordura, preservando o músculo reto abdominal, o que reduz a morbidade da parede abdominal.
A artéria epigástrica superior profunda é a principal artéria nutridora do músculo reto abdominal e, consequentemente, do retalho TRAM pediculado, fornecendo o suprimento sanguíneo necessário para a viabilidade do tecido transferido para a mama.
As complicações podem incluir necrose parcial ou total do retalho, hérnia ou abaulamento da parede abdominal, seroma, infecção e assimetria mamária. A escolha do retalho depende de fatores individuais da paciente.
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