SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Após uma esofagectomia, nós temos algumas opções, além do estômago, para substituir o esôfago. Dentre as opções abaixo, qual é a menos utilizada?
Esofagectomia → Estômago é a 1ª escolha; Íleo terminal microvascular é a opção menos utilizada.
Na reconstrução pós-esofagectomia, o estômago é o órgão preferencial. Cólon e jejuno são alternativas, mas o uso do íleo terminal com microanastomose é tecnicamente complexo e raramente indicado.
A esofagectomia é o tratamento definitivo para neoplasias esofágicas e certas condições benignas terminais (como megaesôfago avançado). A escolha do substituto depende da anatomia do paciente, cirurgias prévias e da natureza da doença. Enquanto a transposição gástrica domina a prática cirúrgica, a interposição de cólon permanece como a segunda opção mais comum. O jejuno pode ser usado como um 'supercharged' graft ou interposição curta. O íleo terminal com anastomose microvascular é reservado para casos de exceção onde todos os outros condutos falharam ou são inviáveis.
O estômago é o substituto de escolha (transposição gástrica) devido à sua excelente vascularização baseada na arcada da curvatura maior, facilidade técnica de mobilização e necessidade de apenas uma anastomose (cervical ou torácica alta).
O cólon (geralmente o esquerdo ou transverso) é indicado quando o estômago não está disponível, seja por cirurgias gástricas prévias, envolvimento tumoral ou quando se deseja um conduto com peristalse mais preservada e menor refluxo em pacientes jovens com doenças benignas.
O uso do segmento pediculado de íleo terminal exige técnicas de microanastomose vascular para garantir o suprimento sanguíneo, o que aumenta significativamente o tempo cirúrgico, a complexidade técnica e o risco de necrose do enxerto em comparação com o estômago ou cólon.
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