ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 52 anos tem diagnóstico de úlcera gástrica, classificada com Johnson IIf e complicada por sangramento persistente com classificação Forrest 1A, apresentando sucessivas recidivas do sangramento. Após estabilização hemodinâmica do paciente, o cirurgião planeja realizar uma antrectomia. Para isso, ele reflete sobre as principais diferenças entre as técnicas de Billroth I e Billroth II. Em relação a essas técnicas, é correto afirmar que:
Billroth I = Gastroduodenostomia | Billroth II = Gastrojejunostomia (preferível em complicações).
A técnica de Billroth II é frequentemente preferida em úlceras complicadas ou recidivantes por permitir uma anastomose com menor tensão e melhor controle da secreção ácida.
A cirurgia para úlcera péptica tornou-se menos comum com o advento dos IBPs e erradicação do H. pylori, mas permanece vital em casos de sangramento Forrest 1A (jato arterial) refratário ao tratamento endoscópico. A escolha entre Billroth I e II depende da localização da úlcera e das condições locais do duodeno. O Billroth II, ao realizar uma anastomose gastrojejunal, permite o fechamento do coto duodenal (manobra de Finsterer), o que é vantajoso quando o duodeno está severamente comprometido pela doença ulcerosa.
A técnica de Billroth I consiste em uma gastrectomia distal (antrectomia) seguida de uma anastomose gastroduodenal término-terminal, mantendo o trânsito alimentar mais próximo da anatomia original.
Em casos de úlceras complicadas, com muita inflamação ou fibrose duodenal, a anastomose gastrojejunal (Billroth II) é tecnicamente mais fácil e segura, pois evita suturas em tecidos friáveis do duodeno.
A classificação de Johnson tipo II refere-se a uma úlcera gástrica (geralmente no corpo) que ocorre simultaneamente a uma úlcera duodenal, frequentemente associada à hipersecreção ácida.
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