Monitoramento Fetal no Parto: Recomendações OMS 2018

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Para melhorar o atendimento e os resultados das parturientes, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018, publicou recomendações para os cuidados durante o trabalho de parto e o parto. Dentre as alternativas a seguir, assinale a CORRETA em relação aos estágios do trabalho de parto.

Alternativas

  1. A) No segundo estágio do trabalho de parto, o controle intermitente dos batimentos cardiofetais a cada 5 minutos é prática recomendada com uso de sonar Doppler ou Pinard.
  2. B) No terceiro estágio, a massagem uterina em paciente que recebeu ocitocina é recomendada para evitar atonia uterina.
  3. C) No puerpério imediato, também conhecido por quarto estágio, o antibiótico profilático é recomendado naquelas pacientes que realizaram episiotomia.
  4. D) No primeiro estágio, não é recomendado o controle intermitente dos batimentos cardiofetais a cada 15 a 30 minutos.
  5. E) No primeiro estágio, é recomendado o uso de antiespasmódicos e/ou fluidos endovenosos para evitar atrasos no trabalho de parto.

Pérola Clínica

OMS 2018: No 2º estágio do parto, monitorar BCF a cada 5 min (ausculta intermitente) é recomendado para gestações de baixo risco.

Resumo-Chave

As recomendações da OMS para o trabalho de parto e parto visam otimizar a assistência e os resultados. No segundo estágio, a ausculta intermitente dos batimentos cardiofetais a cada 5 minutos é a prática recomendada para gestações de baixo risco, utilizando sonar Doppler ou Pinard, para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal.

Contexto Educacional

As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2018 para os cuidados durante o trabalho de parto e o parto são diretrizes baseadas em evidências que visam melhorar a qualidade da assistência e os resultados maternos e neonatais. Elas enfatizam a humanização do parto, o respeito à fisiologia e a intervenção apenas quando clinicamente indicada. Um dos pontos chave é o monitoramento fetal adequado. No segundo estágio do trabalho de parto, que compreende o período desde a dilatação cervical completa até o nascimento do bebê, a OMS recomenda o controle intermitente dos batimentos cardiofetais (BCF) a cada 5 minutos para gestações de baixo risco. Este monitoramento pode ser realizado com sonar Doppler ou Pinard, permitindo a detecção precoce de alterações que possam indicar sofrimento fetal, sem a necessidade de monitoramento contínuo em todos os casos. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com essas diretrizes para oferecer uma assistência segura e eficaz. Outras recomendações importantes incluem o manejo ativo do terceiro estágio (com ocitocina e massagem uterina), a não recomendação rotineira de episiotomia e a restrição do uso de antiespasmódicos ou fluidos intravenosos para acelerar o trabalho de parto, a menos que haja indicação clínica específica.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência recomendada para monitoramento dos BCF no primeiro estágio do trabalho de parto?

Para gestações de baixo risco, a OMS 2018 recomenda ausculta intermitente dos BCF a cada 15-30 minutos na fase ativa do primeiro estágio.

A massagem uterina é recomendada no terceiro estágio do parto?

Sim, a massagem uterina é parte do manejo ativo do terceiro estágio do parto, juntamente com a administração de ocitocina, para prevenir a hemorragia pós-parto.

A OMS recomenda antibióticos profiláticos para episiotomia?

Não, a OMS 2018 não recomenda o uso rotineiro de antibióticos profiláticos para episiotomia, focando na prevenção de infecções através de boas práticas de higiene e técnica cirúrgica.

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