SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou uma série de medidas e orientações sobre as Boas práticas na assistência ao Trabalho de Parto e parto, apresentando um modelo global de atendimento intraparto, que leva em conta a complexidade e a natureza diversificada dos modelos predominantes de atendimento e da prática contemporânea. Sobre essas recomendações, é INCORRETO afirmar:
Analgesia de parto ≠ Ocitocina de rotina. Ocitocina só se indicada, não profilática para atonia.
A ocitocina não deve ser utilizada de rotina em partos com analgesia, a menos que haja uma indicação específica, como indução ou condução do trabalho de parto, ou manejo ativo do terceiro estágio. Seu uso indiscriminado não é recomendado pela OMS e pode levar a hiperestimulação uterina e outras complicações.
As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a assistência ao trabalho de parto e parto visam promover práticas baseadas em evidências, humanizadas e que respeitem a fisiologia do processo. Essas diretrizes são cruciais para reduzir a morbimortalidade materna e neonatal e para a formação de residentes e profissionais de saúde. Um dos pontos frequentemente abordados é o uso de intervenções médicas. A ocitocina, por exemplo, é uma ferramenta valiosa para a indução e condução do trabalho de parto, bem como para a prevenção da hemorragia pós-parto no manejo ativo do terceiro estágio. No entanto, seu uso não é isento de riscos e não deve ser rotineiro. A afirmação de que a ocitocina deve ser utilizada sempre que se opta por analgesia de parto devido ao elevado risco de atonia uterina é INCORRETA. Embora a analgesia possa influenciar a dinâmica uterina, a ocitocina só é indicada se houver disfunção uterina ou necessidade de manejo ativo do terceiro estágio, não como profilaxia universal. Outras recomendações importantes da OMS incluem evitar a tricotomia, enemas e embrocação vaginal de rotina, desaconselhar a episiotomia de rotina e a pressão no fundo uterino (manobra de Kristeller), e incentivar a liberdade de posições para a parturiente. O conhecimento aprofundado dessas diretrizes permite uma assistência de qualidade, focada na segurança e no empoderamento da mulher durante o parto.
A OMS não recomenda o uso rotineiro de ocitocina em partos com analgesia. A ocitocina deve ser utilizada apenas quando houver uma indicação clínica específica, como para indução ou condução do trabalho de parto, ou para o manejo ativo do terceiro estágio.
A episiotomia de rotina aumenta o risco de lacerações graves, dor e disfunção do assoalho pélvico. A pressão no fundo uterino (manobra de Kristeller) é ineficaz, dolorosa e pode causar trauma materno e fetal, sendo ambas desaconselhadas.
As recomendações incluem o apoio contínuo à parturiente, a liberdade de movimento e escolha de posições, a não realização rotineira de tricotomia, enemas ou embrocação vaginal, e a evitação de intervenções desnecessárias, promovendo um parto mais natural e seguro.
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