Recomendações OMS Parto: Mitos e Verdades da Dilatação

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA referente às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos cuidados intrapartos para uma experiência positiva da gestante.

Alternativas

  1. A) A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical de 5 cm até a dilatação completa.
  2. B) A fase ativa do trabalho de parto usualmente não se estende, além de 12 horas no primeiro parto, e de 10 horas nos partos subsequentes.
  3. C) A taxa de dilatação cervical média de 1 cm/hora durante o primeiro estágio ativo, no primeiro parto (conforme linha de alerta do partograma), é bom preditor para identificar mulheres em risco de desfechos adversos no parto.
  4. D) A episiotomia seletiva é recomendada.
  5. E) A duração da segunda fase do trabalho de parto é variável, porém geralmente, no primeiro parto, o nascimento ocorre em 3 horas, enquanto nos partos subsequentes, o nascimento ocorre em 2 horas.

Pérola Clínica

OMS: dilatação < 1 cm/h na fase ativa não é preditor de desfechos adversos; episiotomia seletiva.

Resumo-Chave

As diretrizes da OMS para uma experiência positiva de parto enfatizam que a taxa de dilatação cervical de 1 cm/hora não deve ser um limiar rígido para intervenção, pois variações são normais. A episiotomia deve ser seletiva, não rotineira.

Contexto Educacional

As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os cuidados intraparto visam promover uma experiência de parto positiva, focando na fisiologia do processo e na redução de intervenções desnecessárias. Essas diretrizes são cruciais para a prática obstétrica moderna. Um ponto chave é a redefinição da fase ativa do trabalho de parto, que agora se considera iniciar a partir de 5 cm de dilatação cervical. Além disso, a OMS desencoraja o uso rígido da taxa de dilatação de 1 cm/hora como um limiar para intervenção, pois essa taxa pode variar fisiologicamente e seu uso indiscriminado pode levar a cesarianas e outras intervenções desnecessárias. Outras recomendações importantes incluem a episiotomia seletiva, e não rotineira, e o reconhecimento da variabilidade na duração das fases do trabalho de parto. O objetivo é apoiar a mulher, respeitar o ritmo natural do parto e intervir apenas quando houver evidência clara de risco materno ou fetal, promovendo desfechos mais seguros e satisfatórios.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais mudanças nas recomendações da OMS sobre a fase ativa do trabalho de parto?

A OMS redefine a fase ativa a partir de 5 cm de dilatação e enfatiza que a taxa de dilatação de 1 cm/hora não é um limiar rígido para intervenção, reconhecendo a variabilidade fisiológica e buscando reduzir intervenções desnecessárias.

A episiotomia é recomendada pela OMS?

A OMS recomenda a episiotomia seletiva, ou seja, apenas em casos de indicação clínica específica, e não a episiotomia rotineira, visando proteger o períneo e reduzir complicações.

Qual a duração esperada da segunda fase do trabalho de parto segundo a OMS?

A duração da segunda fase é variável, mas geralmente espera-se que o nascimento ocorra em até 3 horas para primíparas e 2 horas para multíparas, podendo ser mais longa em algumas situações.

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