HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino, 62 anos de idade, IMC de 29,9, hipertensa, com hipotireoidismo, operada há 11 anos de DRGE, apresenta sintomas semelhantes aos anteriores à cirurgia, de azia e dor retroesternal há poucos meses. Com queixa de rouquidão, foi ao otorrino, o qual, pela nasofibroscopia, fez diagnóstico de refluxo e introduziu IBP. A paciente não apresentou melhora clínica. Qual é a melhor estratégia inicial para a paciente do caso clínico?
DRGE recorrente pós-fundoplicatura → EDA para avaliar esofagite e integridade da válvula.
Em pacientes com recidiva de sintomas de DRGE após fundoplicatura, a endoscopia digestiva alta (EDA) é o exame inicial de escolha. Ela permite avaliar a presença de esofagite, estenoses, hérnia de hiato recorrente e, crucialmente, a anatomia e integridade da fundoplicatura prévia, identificando possíveis falhas ou migrações.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum, e a fundoplicatura é um tratamento cirúrgico eficaz para muitos pacientes refratários à terapia medicamentosa ou com complicações. No entanto, uma parcela dos pacientes pode apresentar recidiva dos sintomas anos após a cirurgia, o que exige uma investigação diagnóstica cuidadosa para determinar a causa da falha. A recidiva dos sintomas de DRGE após fundoplicatura pode ser multifatorial, incluindo falha anatômica da válvula (deslizamento, desconstrução), hérnia de hiato recorrente, motilidade esofágica alterada ou mesmo a presença de refluxo não ácido. Sintomas como azia, dor retroesternal e manifestações extraesofágicas (rouquidão, tosse) devem levantar a suspeita. A estratégia inicial para esses pacientes deve ser a endoscopia digestiva alta (EDA). Este exame é crucial para avaliar a mucosa esofágica (esofagite, estenoses, esôfago de Barrett) e, principalmente, a anatomia da fundoplicatura prévia, verificando sua integridade, posição e se houve migração. Outros exames como manometria e pHmetria/impedanciometria podem ser necessários posteriormente para uma avaliação funcional completa antes de qualquer decisão de reintervenção cirúrgica.
Os sintomas de recidiva são semelhantes aos originais, incluindo azia, regurgitação, dor retroesternal e sintomas extraesofágicos como rouquidão, tosse crônica e pigarro.
A EDA permite visualizar diretamente a mucosa esofágica para identificar esofagite, estenoses ou Barrett, e avaliar a anatomia da fundoplicatura, verificando sua integridade, migração ou desconstrução.
Após a EDA, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria/impedanciometria de 24 horas são frequentemente indicadas para avaliar a motilidade esofágica e a exposição ácida, respectivamente, antes de considerar uma reintervenção cirúrgica.
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