Receptor SGLT2: Mecanismo de Ação e Reabsorção Renal

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Recentemente se iniciou o uso dos bloqueadores dos receptores SGLT2 para tratamento do diabetes. Quanto ao receptor SGLT2, marque a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Está presente no rim e no intestino
  2. B) No segmento S3 do túbulo proximal reabsorve cerca de 90% da glicose filtrada
  3. C) A reabsorção de glicose depende da energia derivada da bomba sódio-potássio-ATPase ativa na membrana basolateral
  4. D) Cada glicose reabsorvida é acompanhada por dois sódios
  5. E) Reduz a reabsorção de glicose aumentando a glicosúria

Pérola Clínica

SGLT2 = cotransportador de glicose e sódio no túbulo proximal renal, reabsorve 1 glicose para 2 sódios.

Resumo-Chave

O receptor SGLT2 (Sodium-Glucose Cotransporter 2) é um transportador localizado principalmente no segmento S1 do túbulo proximal renal. Ele é responsável pela maior parte da reabsorção de glicose filtrada, operando em um mecanismo de cotransporte onde cada molécula de glicose é reabsorvida junto com dois íons de sódio, utilizando o gradiente eletroquímico do sódio.

Contexto Educacional

Os transportadores de sódio-glicose (SGLTs) desempenham um papel crucial na homeostase da glicose, sendo responsáveis pela reabsorção de glicose filtrada nos rins. O SGLT2, em particular, tornou-se um alvo terapêutico importante para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, com o desenvolvimento dos inibidores de SGLT2 (iSGLT2). O receptor SGLT2 está localizado na membrana luminal das células do túbulo proximal renal, principalmente no segmento S1. Ele é um cotransportador que reabsorve glicose do filtrado glomerular de volta para a corrente sanguínea. O mecanismo de ação do SGLT2 envolve o transporte de uma molécula de glicose para cada dois íons de sódio (proporção 2:1). Este processo é secundariamente ativo, dependendo do gradiente de sódio criado pela bomba Na+/K+-ATPase na membrana basolateral. Os inibidores de SGLT2 atuam bloqueando este transportador, resultando em uma redução da reabsorção de glicose renal e um aumento da glicosúria, o que leva à diminuição dos níveis de glicose plasmática. Além do controle glicêmico, esses medicamentos demonstraram benefícios cardiovasculares e renais, tornando-os uma classe importante no manejo do diabetes e suas comorbidades. É fundamental para os residentes compreenderem a fisiologia do SGLT2 para entender o mecanismo de ação e os efeitos clínicos dos iSGLT2.

Perguntas Frequentes

Onde o receptor SGLT2 está localizado e qual sua função principal?

O receptor SGLT2 está localizado predominantemente na membrana luminal das células epiteliais do segmento S1 do túbulo proximal renal. Sua função principal é reabsorver cerca de 90% da glicose filtrada do lúmen tubular de volta para a circulação sanguínea, em um processo de cotransporte com o sódio.

Como o SGLT2 transporta glicose e sódio?

O SGLT2 é um cotransportador secundário ativo que utiliza o gradiente eletroquímico do sódio, mantido pela bomba Na+/K+-ATPase na membrana basolateral, para mover a glicose contra seu gradiente de concentração. Ele transporta uma molécula de glicose para cada dois íons de sódio que entram na célula.

Qual a diferença entre SGLT1 e SGLT2?

SGLT2 é de baixa afinidade e alta capacidade, responsável pela maior parte da reabsorção de glicose no túbulo proximal S1 (90%), com proporção 2 Na+:1 Glicose. SGLT1 é de alta afinidade e baixa capacidade, localizado no túbulo proximal S3 e intestino, reabsorvendo o restante da glicose (10%) com proporção 1 Na+:1 Glicose.

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