HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Recentemente o Brasil incluiu a vacina para HPV no calendário vacinal. Em relação a essa vacina, é correto afirmar que é constituída por
Vacina HPV = VLP (Partículas Semelhantes ao Vírus) da proteína L1, não infecciosa, altamente imunogênica.
As vacinas contra o HPV são constituídas por Partículas Semelhantes ao Vírus (VLP), que são proteínas da cápside viral (L1) que se auto-montam em estruturas que mimetizam o vírus, mas não contêm material genético viral. Isso as torna incapazes de causar infecção, mas altamente imunogênicas, induzindo uma forte resposta de anticorpos protetores.
A inclusão da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) no calendário vacinal brasileiro representa um marco significativo na saúde pública, visando a prevenção primária do câncer de colo de útero e outras doenças relacionadas ao HPV. Compreender a composição e o mecanismo de ação dessa vacina é fundamental para profissionais de saúde. As vacinas contra o HPV são um exemplo de vacinas de subunidade, especificamente baseadas em Partículas Semelhantes ao Vírus (VLP). Essas VLPs são formadas pela auto-montagem da proteína L1, a principal proteína da cápside do HPV, produzida por tecnologia de DNA recombinante. É crucial ressaltar que as VLPs não contêm material genético viral, o que significa que são incapazes de replicar-se ou causar infecção. No entanto, sua estrutura tridimensional mimetiza a do vírus natural, tornando-as altamente imunogênicas. Ao serem introduzidas no organismo, as VLPs induzem uma robusta resposta imune, com a produção de anticorpos neutralizantes que conferem proteção contra futuras infecções pelos tipos de HPV contidos na vacina. Essa abordagem inovadora garante a segurança da vacina, eliminando o risco de infecção pelo vírus, enquanto oferece alta eficácia na prevenção de lesões pré-cancerosas e cânceres associados ao HPV. A vacinação em massa é uma estratégia eficaz para reduzir a incidência de doenças relacionadas ao HPV, impactando positivamente a saúde de futuras gerações.
No Brasil, a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os tipos 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos cânceres de colo de útero, enquanto os tipos 6 e 11 causam a maioria das verrugas genitais.
A proteína L1 é a principal proteína da cápside do HPV. Ela é capaz de se auto-montar em VLPs que são morfologicamente idênticas ao vírus, mas sem o DNA viral. Isso permite que o sistema imunológico reconheça e produza anticorpos contra o vírus sem o risco de infecção.
No calendário vacinal brasileiro, a vacina HPV é recomendada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Também é indicada para pessoas imunocomprometidas de 9 a 45 anos, com esquema de doses diferenciado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo