SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Recém-nascido é vacinado com BCG1. no primeiro mês de vida. Mãe relata que no local da aplicação da vacina não ocorreu a sequência de nódulo, pústula, úlcera, crosta e uma pequena cicatriz, como orientado pela equipe de saúde. Na ausência da evolução natural da lesão vacinal, qual conduta deverá ser tomada?
Ausência de cicatriz BCG → NÃO revacinar; apenas orientar sobre proteção.
A ausência da cicatriz vacinal da BCG não indica falha na imunização e, portanto, não é critério para revacinação. Estudos demonstram que a proteção conferida pela vacina não está diretamente ligada à presença ou tamanho da cicatriz, e a revacinação não aumenta a eficácia.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é uma das primeiras vacinas administradas ao recém-nascido, geralmente na maternidade, com o objetivo principal de prevenir as formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. A reação vacinal local é característica e classicamente envolve a formação de um nódulo, pústula, úlcera, crosta e, por fim, uma cicatriz. No entanto, a ausência da cicatriz vacinal da BCG é uma ocorrência relativamente comum e não deve ser interpretada como falha da imunização. Diversos estudos e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e do Ministério da Saúde confirmam que a proteção conferida pela vacina não está diretamente relacionada à presença ou ao tamanho da cicatriz. A resposta imunológica celular, que é o mecanismo de proteção da BCG, pode ocorrer mesmo sem a formação da lesão cicatricial visível. Diante da ausência da cicatriz, a conduta correta é apenas orientar os pais ou responsáveis sobre essa particularidade, reforçando que a criança está protegida e que a revacinação não é necessária nem recomendada. A revacinação não aumenta a eficácia da vacina e pode expor a criança a riscos desnecessários. É importante manter o calendário vacinal atualizado para as demais vacinas.
Não, a ausência da cicatriz não indica falha na imunização. Estudos mostram que a proteção contra formas graves de tuberculose não está correlacionada com a presença da cicatriz.
A conduta é apenas orientar os pais de que a ausência da cicatriz é uma variação normal da resposta vacinal e que a criança está protegida, sem necessidade de revacinação.
A reação local típica da BCG inclui uma mácula avermelhada que evolui para pápula, nódulo, pústula, úlcera e, finalmente, uma cicatriz queloideana ou plana, que pode levar semanas a meses para se formar.
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