Onfalocele Neonatal: Diagnóstico e Conduta Cirúrgica

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Recém-nascido, sexo feminino, terceira gestação de mãe de 34 anos, com 26 semanas, com ultrassom morfológico evidenciando vísceras abdominais na base do cordão umbilical. A conduta é:

Alternativas

  1. A) O recém-nascido apresenta uma gastrosquise e deve ser submetido ao fechamento primário do defeito da parede abdominal.
  2. B) O recém-nascido apresenta uma gastrosquise e o defeito deve ser corrigido em etapas com a colocação de um silo.
  3. C) O recém-nascido apresenta uma onfalocele e o parto deve ser cesariana.
  4. D) O recém-nascido apresenta uma onfalocele e o fechamento pode ser primário se o defeito tiver diâmetro < 2,0 cm.

Pérola Clínica

Vísceras na base do cordão umbilical e recobertas por saco = Onfalocele. Fechamento primário possível para defeitos < 2 cm.

Resumo-Chave

A onfalocele se caracteriza pela herniação de vísceras abdominais através de um defeito na parede abdominal, recobertas por um saco peritoneal e amniótico, na base do cordão umbilical. O manejo depende do tamanho do defeito e da presença de outras anomalias congênitas.

Contexto Educacional

A onfalocele é um defeito congênito da parede abdominal caracterizado pela herniação de vísceras abdominais através do anel umbilical, recobertas por um saco composto por peritônio e âmnio. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 4.000 a 1 em 10.000 nascidos vivos, e frequentemente está associada a outras anomalias congênitas (cardíacas, cromossômicas, gastrointestinais). O diagnóstico pré-natal é comum via ultrassonografia morfológica. A diferenciação com a gastrosquise é crucial: na onfalocele, as vísceras estão dentro de um saco e na base do cordão umbilical, enquanto na gastrosquise, as vísceras estão expostas e lateralmente ao cordão, sem saco. O diagnóstico é feito pela visualização das vísceras herniadas no ultrassom. A suspeita deve surgir ao identificar a massa na região umbilical. O tratamento é cirúrgico e pode ser primário (fechamento direto) ou em etapas (com uso de silo), dependendo do tamanho do defeito, da condição do recém-nascido e da presença de outras malformações. Defeitos menores (< 2 cm) podem permitir o fechamento primário. O parto cesariana é geralmente reservado para onfaloceles gigantes ou quando há outras indicações obstétricas, não sendo uma regra para todos os casos.

Perguntas Frequentes

Quais são as diferenças entre onfalocele e gastrosquise?

A onfalocele apresenta vísceras herniadas na base do cordão umbilical, recobertas por um saco peritoneal e amniótico. A gastrosquise, por outro lado, tem vísceras expostas lateralmente ao cordão umbilical, sem saco protetor.

Qual a conduta inicial para um recém-nascido com onfalocele?

A conduta inicial envolve estabilização do recém-nascido, proteção do saco herniário e avaliação de outras anomalias congênitas. O tratamento definitivo é cirúrgico, podendo ser fechamento primário ou em etapas.

Quando o parto cesariana é indicado em casos de onfalocele?

O parto cesariana é geralmente reservado para onfaloceles gigantes, com grande risco de ruptura do saco durante o parto vaginal, ou quando há outras indicações obstétricas. Não é uma regra para todos os casos de onfalocele.

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