Manejo do RN GIG de Mãe Diabética: Riscos e Vigilância

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Está sendo avaliado um RN masculino, com 35 semanas e 4 dias de idade gestacional, nascido de parto cesáreo por sofrimento fetal agudo. A mãe tem 37 anos, sendo gesta 3 para 2. O Prénatal teve 4 consultas, tendo como intercorrência diabetes gestacional, que teve controle inadequado. O peso de nascimento foi 4.150 gramas (peso acima do percentil 90 para a idade gestacional), enquanto o APGAR foi 5/8, sendo o RN reanimado com 1 ciclo de ventilação com pressão positiva e ar ambiente. O RN evolui favoravelmente, sendo encaminhado ao alojamento conjunto com sua mãe. A correta classificação desse RN em relação à idade gestacional, peso e adequação do peso à idade gestacional, bem como as intercorrências em que esse RN se encontra sob maior risco de desenvolver no alojamento conjunto e os cuidados a serem prescritos para vigilância clínica do problema são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) AIG; RN deverá ser vigiado quanto à ocorrência de cianose de extremidades, sendo mantido monitorizado no alojamento conjunto.
  2. B) AIG; RN deverá ser vigiado quanto à manifestação de alteração da perfusão periférica, pois, pelas condições de nascimento e poucas consultas no Pré-natal, pode apresentar sepse neonatal precoce.
  3. C) GIG; RN deverá ser vigiado quanto à ocorrência de hipoglicemia, hipotonia, abalos e convulsões, devendo inicialmente ser feito controle da glicemia capilar com uma hora de vida e, a seguir, de duas em duas horas, até 12 horas de vida.
  4. D) GIG; RN deverá ser vigiado quanto à ocorrência de hipoglicemia, hipotonia, abalos e convulsões, devendo ser colhidas todas as sorologias para toxoplasmose, hepatite B, HIV e sífilis, visando detectar infecção periparto, uma vez que o Pré-natal não foi adequado.

Pérola Clínica

RN GIG + Mãe diabética → Risco de hipoglicemia → Monitorar glicemia (1h, depois 2/2h até 12h).

Resumo-Chave

Recém-nascidos GIG de mães diabéticas possuem hiperinsulinismo fetal, o que gera alto risco de hipoglicemia neonatal imediata, exigindo triagem rigorosa.

Contexto Educacional

A classificação do recém-nascido cruza a idade gestacional (neste caso, 35 semanas e 4 dias - pré-termo tardio) com o peso de nascimento (4.150g). Utilizando curvas de crescimento intrauterino (como Lubchenco ou Fenton), um peso acima do percentil 90 define o RN como Grande para a Idade Gestacional (GIG). O controle inadequado do diabetes gestacional agrava o hiperinsulinismo fetal, que persiste após o nascimento, causando queda rápida da glicemia quando o aporte materno de glicose é interrompido pelo clampeamento do cordão.

Perguntas Frequentes

Por que filhos de mães diabéticas nascem GIG?

A hiperglicemia materna atravessa a placenta, estimulando o pâncreas fetal a produzir insulina em excesso. Como a insulina é um potente hormônio anabólico (fator de crescimento), o feto apresenta crescimento excessivo, resultando em macrossomia ou peso GIG.

Qual o protocolo de monitorização glicêmica nesse caso?

Para RNs de risco (como filhos de diabéticas e GIG), recomenda-se a primeira dosagem de glicemia capilar com 1 hora de vida. Se estável, deve-se manter a vigilância a cada 2 horas nas primeiras 12 horas, garantindo alimentação precoce.

Quais os sinais clínicos de hipoglicemia no RN?

Os sinais podem ser sutis ou inespecíficos, incluindo tremores, hipotonia, letargia, recusa alimentar, apneia, cianose e, em casos graves, convulsões. Por isso, a triagem laboratorial/capilar é mandatória em pacientes de risco.

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