IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Está sendo avaliado um RN masculino, com 35 semanas e 4 dias de idade gestacional, nascido de parto cesáreo por sofrimento fetal agudo. A mãe tem 37 anos, sendo gesta 3 para 2. O Prénatal teve 4 consultas, tendo como intercorrência diabetes gestacional, que teve controle inadequado. O peso de nascimento foi 4.150 gramas (peso acima do percentil 90 para a idade gestacional), enquanto o APGAR foi 5/8, sendo o RN reanimado com 1 ciclo de ventilação com pressão positiva e ar ambiente. O RN evolui favoravelmente, sendo encaminhado ao alojamento conjunto com sua mãe. A correta classificação desse RN em relação à idade gestacional, peso e adequação do peso à idade gestacional, bem como as intercorrências em que esse RN se encontra sob maior risco de desenvolver no alojamento conjunto e os cuidados a serem prescritos para vigilância clínica do problema são, respectivamente:
RN GIG + Mãe diabética → Risco de hipoglicemia → Monitorar glicemia (1h, depois 2/2h até 12h).
Recém-nascidos GIG de mães diabéticas possuem hiperinsulinismo fetal, o que gera alto risco de hipoglicemia neonatal imediata, exigindo triagem rigorosa.
A classificação do recém-nascido cruza a idade gestacional (neste caso, 35 semanas e 4 dias - pré-termo tardio) com o peso de nascimento (4.150g). Utilizando curvas de crescimento intrauterino (como Lubchenco ou Fenton), um peso acima do percentil 90 define o RN como Grande para a Idade Gestacional (GIG). O controle inadequado do diabetes gestacional agrava o hiperinsulinismo fetal, que persiste após o nascimento, causando queda rápida da glicemia quando o aporte materno de glicose é interrompido pelo clampeamento do cordão.
A hiperglicemia materna atravessa a placenta, estimulando o pâncreas fetal a produzir insulina em excesso. Como a insulina é um potente hormônio anabólico (fator de crescimento), o feto apresenta crescimento excessivo, resultando em macrossomia ou peso GIG.
Para RNs de risco (como filhos de diabéticas e GIG), recomenda-se a primeira dosagem de glicemia capilar com 1 hora de vida. Se estável, deve-se manter a vigilância a cada 2 horas nas primeiras 12 horas, garantindo alimentação precoce.
Os sinais podem ser sutis ou inespecíficos, incluindo tremores, hipotonia, letargia, recusa alimentar, apneia, cianose e, em casos graves, convulsões. Por isso, a triagem laboratorial/capilar é mandatória em pacientes de risco.
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