Vacina BCG em RN de Mãe HIV+: Quando Vacinar?

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido filho de mãe infectada pelo HIV, nascido de parto cesáreo, a termo, com boa vitalidade fetal, pesando 3.200 g. Mãe realizou o pré-natal completo, fazendo uso de terapia antirretroviral durante a gestação e trabalho de parto. Assinale a orientação mais adequada em relação à vacina BCG para esse bebê.

Alternativas

  1. A) Deve ser vacinado ao nascer.
  2. B)  Deve ser vacinado após o período neonatal, quando termina a profilaxia com AZT.
  3. C)  Não deve ser vacinado até que seja excluída a contaminação com o vírus, aos 18 meses de vida.
  4. D)  Deve ser vacinado após 2 sorologias anti HIV negativas, com intervalo de 3 meses entre elas.
  5. E)  Deve ser vacinado ao nascer e fazer reforço aos 4 anos de idade pelo maior risco de desenvolver formas disseminadas de tuberculose.

Pérola Clínica

RN de mãe HIV+ com TARV adequada e carga viral indetectável → BCG ao nascer.

Resumo-Chave

Recém-nascidos expostos ao HIV, cujas mães fizeram uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação e parto, e que não apresentam sinais de imunodeficiência, devem receber a vacina BCG ao nascer, conforme o calendário vacinal regular. A contraindicação da BCG é para crianças com infecção por HIV confirmada ou com imunodeficiência grave.

Contexto Educacional

A vacinação de recém-nascidos expostos ao HIV é um tema de grande importância na pediatria, exigindo conhecimento das diretrizes atuais para garantir a proteção adequada sem riscos desnecessários. A vacina BCG, que protege contra as formas graves de tuberculose, é uma vacina de vírus atenuado e, por isso, sua administração requer cautela em indivíduos imunocomprometidos. No entanto, a exposição ao HIV por si só não é uma contraindicação absoluta. As diretrizes atuais preconizam que recém-nascidos de mães HIV positivas que receberam terapia antirretroviral (TARV) adequada durante a gestação e parto, e que nascem a termo, com boa vitalidade e sem sinais clínicos de imunodeficiência, devem receber a vacina BCG ao nascer, conforme o calendário vacinal regular. A TARV materna eficaz reduz drasticamente o risco de transmissão vertical do HIV, permitindo que a maioria desses bebês seja considerada de baixo risco para infecção. A contraindicação para a vacina BCG em crianças expostas ao HIV é reservada para aquelas com infecção por HIV confirmada ou que apresentem sinais clínicos de imunodeficiência grave, independentemente do status de infecção. Nesses casos, a vacina pode ser administrada posteriormente, após a exclusão da infecção pelo HIV ou a recuperação da imunidade. É fundamental que o pediatra avalie individualmente cada caso, considerando o histórico materno, a condição clínica do RN e os resultados dos exames de diagnóstico do HIV.

Perguntas Frequentes

Quando a vacina BCG é indicada para recém-nascidos de mães HIV positivas?

A vacina BCG é indicada ao nascer para recém-nascidos expostos ao HIV, desde que a mãe tenha feito uso de terapia antirretroviral (TARV) adequada durante a gestação e parto, e o bebê esteja clinicamente assintomático e sem evidências de imunodeficiência.

Quais são as contraindicações da vacina BCG em crianças expostas ao HIV?

A BCG é contraindicada para crianças com infecção por HIV confirmada ou com sinais clínicos de imunodeficiência grave, independentemente do status de infecção.

Qual o papel da TARV materna na decisão de vacinar o RN com BCG?

O uso adequado da TARV pela gestante HIV positiva reduz significativamente o risco de transmissão vertical e permite que o recém-nascido seja considerado de baixo risco para infecção pelo HIV e, portanto, apto a receber a BCG ao nascer, caso não haja sinais de imunodeficiência.

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