AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Em paciente com doença reumatológica autoimune, com indicação de uso de imunossupressor, constatou-se, nos exames: HBsAg positivo/anti-HBc total positivo terá de submeter-se a terapia imunossupressora à base de imunobiológico anti-CD20 (Rituximab). Qual é a conduta mais adequada?
HBsAg+/anti-HBc+ e imunossupressor (Rituximab) → profilaxia antiviral IMEDIATA, independente da carga viral.
Pacientes HBsAg positivos, especialmente aqueles que receberão imunossupressores de alto risco como o Rituximab (anti-CD20), têm alto risco de reativação da hepatite B. A profilaxia antiviral com análogos de nucleosídeos/nucleotídeos (tenofovir ou entecavir) deve ser iniciada antes ou concomitantemente ao imunossupressor, independentemente da carga viral basal.
A reativação da hepatite B (VHB) é uma complicação grave em pacientes com infecção prévia pelo VHB que são submetidos a terapias imunossupressoras, especialmente com agentes como o Rituximab (um anticorpo monoclonal anti-CD20). A combinação de HBsAg positivo e anti-HBc total positivo indica infecção crônica pelo VHB, e esses pacientes estão em alto risco de reativação, que pode levar a hepatite grave, falência hepática e morte. A fisiopatologia da reativação envolve a supressão da resposta imune, permitindo a replicação viral descontrolada. O Rituximab, ao depletar as células B, compromete a produção de anticorpos e a resposta imune antiviral. Por isso, a profilaxia antiviral é crucial. As diretrizes atuais recomendam o início da profilaxia com análogos de nucleosídeos/nucleotídeos (tenofovir ou entecavir) antes ou concomitantemente ao início da terapia imunossupressora, independentemente da carga viral basal do VHB. O monitoramento da carga viral e das transaminases é importante durante e após a terapia imunossupressora, mas não deve atrasar o início da profilaxia em pacientes de alto risco. A duração da profilaxia varia conforme o tipo e a duração da imunossupressão, sendo geralmente estendida por vários meses após a interrupção do imunossupressor para evitar reativações tardias.
Pacientes HBsAg positivos sob imunossupressão, especialmente com agentes como Rituximab (anti-CD20), têm alto risco de reativação do VHB, que pode levar a hepatite fulminante, falência hepática e até óbito.
A profilaxia deve ser iniciada imediatamente ou no momento do início da terapia imunossupressora em pacientes HBsAg positivos, independentemente da carga viral, e em alguns casos de HBsAg negativo/anti-HBc positivo, dependendo do risco do imunossupressor.
Os medicamentos de escolha para a profilaxia da reativação do VHB são os análogos de nucleosídeos/nucleotídeos, como tenofovir ou entecavir, devido à sua alta potência antiviral, bom perfil de segurança e baixo risco de resistência.
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