UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Mulher, 33 anos, vítima de queimaduras de segundo grau acometendo 45% da área de superfície corporal, o principal parâmetro para avaliar se está bem hidratada é:
Grande queimado: principal parâmetro de hidratação = débito urinário (0,5-1 mL/kg/h em adultos).
Em pacientes com grandes queimaduras, a perda volêmica é massiva devido ao extravasamento capilar e à formação de edema. A monitorização do débito urinário é o parâmetro mais confiável e prático para avaliar a adequação da reanimação volêmica, pois reflete diretamente a perfusão renal e, por extensão, a perfusão dos órgãos vitais. O objetivo é manter um débito urinário de 0,5 a 1 mL/kg/h em adultos.
Pacientes com grandes queimaduras (geralmente >20% da superfície corporal queimada em adultos) sofrem uma resposta inflamatória sistêmica maciça que leva a um aumento significativo da permeabilidade capilar. Isso resulta em extravasamento massivo de fluidos do espaço intravascular para o intersticial, formando edema e causando choque hipovolêmico. A reanimação volêmica agressiva é crucial nas primeiras 24-48 horas. A fisiopatologia da queimadura grave envolve a perda da barreira cutânea, liberação de mediadores inflamatórios e disfunção endotelial generalizada. A fórmula de Parkland é comumente utilizada para estimar a quantidade de fluido necessária, mas a monitorização contínua da resposta do paciente é mais importante do que aderir rigidamente à fórmula. O débito urinário é o parâmetro mais confiável para guiar a reanimação volêmica em pacientes queimados, pois reflete diretamente a perfusão renal e a adequação do volume intravascular. Outros parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca e pressão venosa central podem ser influenciados por diversos fatores e não são tão sensíveis. A avaliação clínica das mucosas é útil, mas menos precisa em um paciente com grande queimadura e edema generalizado. A dosagem de creatinina sérica reflete a função renal, mas é um indicador tardio de hipoperfusão.
O débito urinário reflete diretamente a perfusão renal e a adequação da reanimação volêmica. Em pacientes queimados, a perda de fluidos é massiva, e o débito urinário é um indicador sensível da restauração do volume intravascular e da perfusão dos órgãos vitais, sendo mais confiável que outros parâmetros hemodinâmicos isolados.
Para adultos com grandes queimaduras, o débito urinário alvo a ser mantido durante a reanimação volêmica é de 0,5 a 1 mL/kg/h. Em crianças, o alvo é ligeiramente maior, de 1 a 1,5 mL/kg/h, devido às suas maiores necessidades metabólicas e superfície corporal relativa.
Tanto a sub-reanimação quanto a super-reanimação volêmica apresentam riscos. A sub-reanimação pode levar a choque hipovolêmico, insuficiência renal aguda e isquemia de órgãos. A super-reanimação pode causar edema pulmonar, síndrome compartimental abdominal e edema em áreas não queimadas, comprometendo a cicatrização e a função orgânica.
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