Desidratação Grave Pediátrica: Uso do Soro Fisiológico

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

Menino, doze meses, pesando 11 kg, é trazido ao Pronto Socorro por apresentar quadro de diarréia e vômitos, com 48 horas de evolução. O exame físico mostrou sinais clínicos de desidratação grave. O tratamento foi iniciado com a prescrição de soro fisiológico 20 ml/kg em 20 minutos. Esta opção terapêutica foi correta porque o soro fisiológico apresenta:

Alternativas

  1. A)  Cloro/por litro da solução em valores próximos aos do plasma.
  2. B)  Eletrólitos/por litro da solução em valores próximos aos do plasma.
  3. C)  Osmolaridade/por litro da solução em valores próximos aos do plasma.
  4. D)  Sódio/por litro da solução em valores iguais aos do plasma.

Pérola Clínica

Desidratação grave/choque pediátrico → SF 0,9% 20 mL/kg em 20 min. É isotônico ao plasma, ideal para expansão volêmica.

Resumo-Chave

O soro fisiológico 0,9% é a solução de escolha para a reanimação volêmica rápida em casos de desidratação grave ou choque hipovolêmico em pediatria, devido à sua osmolaridade ser próxima à do plasma. Isso permite uma expansão eficaz do volume intravascular sem causar grandes deslocamentos de fluidos entre os compartimentos, sendo seguro e eficiente para restaurar a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

A desidratação grave em crianças, frequentemente causada por diarreia e vômitos, é uma emergência pediátrica que pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico e óbito se não for tratada prontamente. A reanimação volêmica rápida é a pedra angular do tratamento, visando restaurar o volume intravascular e a perfusão dos órgãos vitais. O soro fisiológico a 0,9% (solução de cloreto de sódio) é a solução de escolha para a expansão volêmica inicial em crianças com desidratação grave ou choque. Sua osmolaridade, que é próxima à do plasma (isotônica), garante que a maior parte do volume infundido permaneça no compartimento intravascular, promovendo uma expansão eficaz e segura. A administração em bolus de 20 mL/kg em 15-20 minutos é uma prática padrão que deve ser dominada por todo residente. É crucial monitorar de perto a resposta do paciente à fluidoterapia, avaliando sinais vitais, nível de consciência, perfusão periférica e débito urinário. A rápida correção da hipovolemia pode reverter o quadro de choque, mas o manejo subsequente deve incluir a reposição das perdas contínuas e a correção de distúrbios eletrolíticos. O conhecimento aprofundado sobre fluidoterapia pediátrica é indispensável para a prática clínica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desidratação grave em crianças?

Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, turgor da pele muito diminuído (sinal da prega que desaparece lentamente), pulsos fracos ou ausentes, extremidades frias e enchimento capilar prolongado (>3 segundos).

Por que o soro fisiológico 0,9% é preferido para reanimação volêmica em desidratação grave?

O soro fisiológico 0,9% é uma solução isotônica, o que significa que sua osmolaridade é semelhante à do plasma sanguíneo. Isso permite que o volume infundido permaneça predominantemente no espaço intravascular, promovendo uma expansão volêmica eficaz e rápida para restaurar a perfusão e oxigenação tecidual em situações de choque.

Qual a dose inicial de soro fisiológico para desidratação grave em crianças?

A dose inicial recomendada para reanimação volêmica em desidratação grave ou choque em crianças é de 20 mL/kg de soro fisiológico 0,9% administrados rapidamente, em bolus, ao longo de 15 a 20 minutos. Essa dose pode ser repetida se os sinais de choque persistirem, com reavaliação constante do paciente.

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