UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Você está em sala de parto e o obstetra avisa que houve prolapso do cordão. Chega ao berço aquecido um recém-nascido de 35 semanas e 3 dias em apneia. Após os passos iniciais, observa-se manutenção da apneia e frequência cardíaca de 60 bpm. Foi iniciada ventilação com balão auto-inflável e máscara e instalado oxímetro de pulso na mão direita e monitor cardíaco de três derivações. Após 30 segundos não houve aumento da frequência cardíaca e ainda não há registro no monitor do oxímetro. Qual a conduta imediata?
Reanimação neonatal: Se FC não ↑ após 30s de VPP, PRIMEIRO → verificar técnica de ventilação e permeabilidade das vias aéreas.
Na reanimação neonatal, a ventilação com pressão positiva (VPP) é a medida mais eficaz para aumentar a frequência cardíaca. Se não houver resposta após 30 segundos, a causa mais comum é a ventilação ineficaz. Portanto, a prioridade é reavaliar e corrigir a técnica antes de escalar para outras intervenções.
A reanimação neonatal é um procedimento crítico que exige conhecimento e agilidade. O algoritmo de reanimação enfatiza a importância da ventilação com pressão positiva (VPP) como a intervenção mais eficaz para recém-nascidos em apneia ou com bradicardia. A maioria dos recém-nascidos que necessitam de reanimação responde bem à VPP, e a falha em obter resposta frequentemente se deve à técnica inadequada. Após os passos iniciais (prover calor, posicionar, aspirar, secar e estimular), se o recém-nascido apresentar apneia ou respiração irregular e frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, a VPP deve ser iniciada. A avaliação da resposta à VPP é feita a cada 30 segundos. Se após 30 segundos de VPP a frequência cardíaca não aumentar ou não houver melhora clínica, a primeira e mais importante ação é verificar se a ventilação está sendo efetiva. Essa verificação inclui assegurar uma boa vedação da máscara, reposicionar a cabeça para garantir a permeabilidade das vias aéreas, verificar a pressão exercida no balão e, se necessário, aspirar secreções. Somente após confirmar a eficácia da ventilação e ainda assim não houver resposta (FC < 60 bpm), outras intervenções como a massagem cardíaca e a intubação traqueal devem ser consideradas. Dominar essa sequência é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça e o pescoço, aspirar vias aéreas se necessário, secar e estimular o bebê. Se após esses passos o bebê permanecer em apneia ou com respiração irregular e frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada.
A primeira medida é verificar a eficácia da ventilação. Isso envolve assegurar uma boa vedação da máscara, reposicionar a cabeça para garantir a permeabilidade das vias aéreas, verificar a pressão exercida no balão e considerar a aspiração de secreções se houver obstrução.
A massagem cardíaca é indicada se, após 30 segundos de ventilação com pressão positiva EFETIVA (com correção da técnica, se necessário) e uso de oxigênio suplementar, a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto.
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