SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
A reanimação neonatal faz parte das intervenções instituídas no Brasil para reduzir asfixia e mortalidade perinatal. Faz parte das diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria:
RN <34 semanas, 34-36s6d ou ≥42 semanas → mesa de reanimação para estabilização inicial.
As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para reanimação neonatal enfatizam que recém-nascidos com idade gestacional de pré-termo (menor que 34 semanas), pré-termo tardio (34 a 36 semanas e 6 dias) ou pós-termo (maior ou igual a 42 semanas) devem ser levados à mesa de reanimação para os passos iniciais de estabilização, independentemente de sua vitalidade inicial, devido ao maior risco de complicações.
A reanimação neonatal é um conjunto de intervenções padronizadas e sequenciais que visam restabelecer a respiração e a circulação de recém-nascidos que não se adaptam adequadamente à vida extrauterina. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são fundamentais para a prática clínica no Brasil, buscando reduzir a asfixia e a mortalidade perinatal. É um conhecimento essencial para todos os profissionais que atuam na sala de parto, incluindo residentes de Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia. Os passos iniciais da reanimação incluem prover calor, posicionar a cabeça em leve extensão, secar o recém-nascido, aspirar vias aéreas (se necessário) e estimular. A avaliação simultânea da respiração e da frequência cardíaca são os pilares para a tomada de decisão sobre a progressão da reanimação. A cor da pele, embora observável, não é um critério primário para iniciar as intervenções mais avançadas. A idade gestacional é um fator crucial, pois recém-nascidos pré-termo, pré-termo tardios e pós-termo têm riscos aumentados e necessitam de atenção diferenciada na sala de parto, sendo a mesa de reanimação o local ideal para sua estabilização inicial. O clampeamento tardio do cordão umbilical (30-60 segundos) é recomendado para recém-nascidos vigorosos a termo ou pré-termo tardios, devido aos benefícios de transfusão placentária. O controle térmico rigoroso, mantendo a temperatura axilar entre 36,5°C e 37,5°C, é vital para prevenir complicações como hipotermia, que pode aumentar o consumo de oxigênio e a acidose. A compreensão e aplicação correta dessas diretrizes são cruciais para a segurança e o bom prognóstico do recém-nascido.
Para recém-nascidos a termo ou pré-termo tardios (≥34 semanas) com respiração adequada e tônus muscular em flexão (vigorosos), a SBP recomenda o clampeamento tardio do cordão umbilical, aguardando de 30 a 60 segundos após o nascimento.
Devem ser levados à mesa de reanimação recém-nascidos com idade gestacional menor que 34 semanas, entre 34 e 36 semanas e 6 dias, ou maior ou igual a 42 semanas, para a realização dos passos iniciais de estabilização, devido ao maior risco de complicações.
A temperatura axilar do recém-nascido deve ser mantida entre 36,5°C e 37,5°C (normotermia), desde o nascimento até a admissão no alojamento conjunto ou na unidade neonatal, para evitar hipotermia ou hipertermia.
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